Dívida pública cai 7,6 mil milhões em julho após mega reembolso aos investidores
Endividamento das administrações públicas registou um forte decréscimo em julho após o IGCP ter feito o reembolso de uma linha de obrigações emitida em 2016.
A dívida pública registou em julho um forte decréscimo. Caiu cerca de 7,6 mil milhões de euros, após o IGCP ter feito o reembolso de uma linha de obrigações emitida em 2016.
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O endividamento das administrações públicas baixou assim para 286,3 mil milhões, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal. Trata-se do valor mais baixo desde março.
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O regulador financeiro explica que a redução “refletiu o decréscimo dos títulos de dívida de longo prazo (-8,3 mil milhões de euros), devido, principalmente, à amortização de uma Obrigação do Tesouro emitida em 2016″. Como avançou o ECO na altura, o vencimento de uma linha de títulos a 10 anos no dia 21 levou o gabinete que gere a dívida pública a reembolsar os credores em quase 9,3 mil milhões de euros.
Esta queda surge depois de a dívida pública ter atingido 93% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês anterior, em junho, um agravamento que levou o primeiro-ministro a vir a público para reafirmar o objetivo de redução para 87,5% no final deste ano.
“Não nos assustemos. Digo isto com toda a tranquilidade: não tem rigorosamente importância nenhuma na trajetória de diminuição da nossa dívida pública face ao nosso PIB. Quando chegarmos ao fim do ano, voltaremos, nesse domínio, no crescimento da economia e no saldo orçamental, a surpreender-vos”, declarou Luís Montenegro há cerca de um mês.
A descida não foi maior por causa da crescente procura por Certificados de Aforro, que são títulos de dívida do Estado dirigidos para o pequeno aforrador e para as famílias. O Banco de Portugal adianta que as as responsabilidades em depósitos aumentaram mil milhões de euros, “em resultado, sobretudo, do investimento dos particulares em Certificados de Aforro”.
Os ativos em depósitos das administrações públicas totalizaram 24,1 mil milhões de euros, menos 7,3 mil milhões de euros do que em junho. “Deduzida desses depósitos, a dívida pública diminuiu 0,2 mil milhões de euros, para 262,2 mil milhões de euros“, avança a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.
Os números da dívida pública de Portugal são conhecidos num dia em que os investidores voltam a castigar as obrigações. A forte pressão vendedora está a afetar sobretudo os países mais endividados, como Itália e França.
Os juros portugueses também estão a agravar-se, mas com menos intensidade do que os pares. No prazo a 20 anos, a yield atingiu o valor mais alto em quase uma década.
(Notícia atualizada às 11h32)
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