Lux muda de mãos e deixa para trás a equipa que fez as revistas
A insolvência da Masemba levou ao despedimento da equipa que fazia as revistas Lux. Revistas passam a ser exploradas pela DOTMEDIA, o que apanhou de surpresa os trabalhadores.
As revistas Lux, Lux Woman, Lux Deco e Lux Moda e Beleza passaram esta terça-feira a ser exploradas pela DOTMEDIA, empresa com sede em Portalegre e que tem como administrador, desde fevereiro, Carlos dos Santos.
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“A sociedade tem como sócio-gerente Carlos Santos, empresário com vasta experiência em diversas áreas de negócio, e assenta a coordenação da sua operação na liderança de Carla Barreira, diretora editorial de todas as revistas e de toda a área de negócios, e de Maria João Jorge, responsável comercial, ambas com um longo e reconhecido percurso no setor da imprensa“, lê-se num comunicado enviado esta terça-feira a agências de meios, ao qual o +M teve acesso.
De acordo com o documento, “trata-se de uma equipa totalmente nova, mas experiente e motivada, que agora assume o desafio de valorizar estas publicações”, lê-se ainda no documento, que promete as primeiras edições das revistas já o dia 10 de setembro.
A notícia terá sido uma novidade para as agências de meios que receberam o comunicado, mas também apanhou de surpresa os trabalhadores das revistas, funcionários da Masemba, empresa que foi declarada insolvente em julho.
“Atendendo ao caráter limitado do processo de insolvência, o Administrador da Insolvência não recebe reclamações de créditos, não elabora a lista de créditos nem emite declarações para efeitos de subsídio de desemprego ou do Fundo de Garantia Salarial (FGS)”, lia-se num outro comunicado enviado aos trabalhadores em julho, e ao qual o +M também teve agora acesso.
“Apesar desta situação, a intenção da gerência é manter a atividade da empresa, de forma a criar condições para regularizar os créditos salariais em dívida ao longo dos próximos meses, na medida das possibilidades da empresa e da evolução do processo”, prosseguia esse comunicado.
O anúncio do fim chegou pouco mais de um mês depois, em agosto, altura em que os cerca de 20 funcionários receberam novo comunicado, desta vez a anunciar que a Masemba cessaria a sua atividade no dia 31 de agosto, recordando que a insolvência era de caráter limitado — não há património para pagar dívidas — e desejando as maiores felicidades pessoais e profissionais e todos os colaboradores, que na noite de segunda-feira ainda fecharam a edição em papel da Lux que esta semana chegará às bancas, desconhecendo que os títulos mudariam de mãos no dia a seguir.

Entretanto, e de acordo com o que apurou o +M, apesar de registados na ERC como da Masemba, empresa da qual eram funcionárias as cerca de 20 pessoas agora despedidas na sequência do processo de insolvência, a verdade é que os os títulos teriam passado há mais tempo para uma outra empresa, a Notas Icónicas, como aliás se lê na ficha técnica da Lux.
Detida por Luís Mendes e por Cláudia Martinho, o primeiro gerente da Masemba, era também esta a empresa que já desde 2023 procedia ao pagamento dos ordenados dos jornalistas e restantes funcionários das Lux, contaram duas fontes próximas do processo ao +M.
Ou seja, quando foi encerrada, as Masemba já não teria então os títulos, que são agora explorados por uma outra entidade, a DOTMEDIA. Até à publicação desta notícia não foi possível averiguar em que termos as marcas passaram para a nova empresa.
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