Uber vai cortar 10% da força de trabalho em todo o mundo. Emprega 600 em Portugal

CEO da Uber anuncia decisão de cortar 10% da força de trabalho em todo o mundo, para tornar a empresa mais "simples e rápida". Norte-americana planeia reduzir número de 'hubs' chave.

A Uber planeia cortar 10% da sua força de trabalho em todo o mundo. Numa mensagem enviada esta quarta-feira aos trabalhadores, o CEO, Dara Khosrowshahi, explica que o objetivo é simplificar a estrutura, redefinir a estratégia, bem como focar os investimentos e o talento nas “maiores oportunidades“. Questionado pelo ECO, o braço português desta empresa norte-americana não adianta se a equipa portuguesa (cerca de 600 pessoas) será afetada.

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“Hoje, estamos a implementar várias mudanças organizacionais significativas em toda a Uber. Vamos eliminar níveis hierárquicos, simplificar a estrutura das equipas, redefinir a nossa estratégia global de localização e concentrar as nossas pessoas e investimentos nas maiores oportunidades que temos pela frente. Em resultado, vamos reduzir a dimensão da nossa equipa em cerca de 10%“, anunciou o responsável, numa mensagem publicada também no próprio site da Uber.

Dara Khosrowshahi garante que todos os trabalhadores afetados já foram notificados, exceto nos países onde será necessário cumprir processos locais).

“Tenho a certeza que estão a perguntar ‘porquê e porquê agora?’, especialmente tendo em conta o bom desempenho do negócio”, nota o CEO, que explica que o crescimento registado pela Uber nos últimos cinco ano trouxe complexidade, isto é, mais níveis hierárquicos, mais coordenação, uma maior fragmentação da responsabilidade e, nalguns casos, estruturas que faziam sentido quando a empresa era menor deixaram de fazer na escala atual.

Dara Khosrowshahi detalha que as mudanças que serão agora levadas a cabo servem, portanto, dois objetivos: por um lado, tornar a Uber “mais simples e rápida”, criando “mais capacidade para investir no futuro“; Por outro lado, gerará poupanças que serão reinvestidas no “crescimento, inovação e nas valências que mais importarão nos próximos anos“.

Assim, e em maior detalhe, a Uber decidiu reduzir as posições de coordenação e o número de níveis hierárquicos, alargando a abrangência de cada chefia, em particular nos casos em que havia “micro equipas”.

Além disso, decidiu concentrar equipas, nas quais havia duplicação de trabalho e, em consequência, decisões mais lentas.

O CEO adianta também que a Uber vai reduzir o número de hubs chave. E vai pedir à maioria dos seus trabalhadores remotos que passem a prestar as suas funções de forma presencial. Só 1% dos trabalhadores continuarão a teletrabalhar.

“As decisões que estamos a tomar hoje são difíceis, mas vão ajudar-nos a construir uma Uber ainda mais forte nos próximos anos“, assinala ainda o CEO.

O ECO questionou o braço português desta empresa, no sentido de perceber que impacto será sentido por cá. Fonte oficial remeteu para esta mensagem de Dara Khosrowshahi, sem mais detalhes.

Em entrevista ao ECO no verão do ano passado, o diretor-geral da Uber em Portugal, Francisco Vilaça, adiantava que “o plano passava por manter o investimento e continuar a apostar na qualificação das pessoas”. Descartava a abertura de outro centro no país.

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