Conselho de supervisão da Volkswagen aprova plano de reestruturação que prevê cortar 50 mil empregos
Gigante automóvel alemã vai reduzir a gama de automóveis em 50% até 2035 e deve encerrar quatro fábricas na Alemanha. CEO promete "tornar a Volkswagen mais ágil, competitiva e financeiramente sólida".
O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, um plano abrangente de transformação que deverá incluir o corte de cerca de 50 mil postos de trabalho no grupo, incluindo cargos de gestão.
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O chamado “Future Plan 2030”, apresentado pela equipa executiva da Volkswagen e aprovado em reunião do conselho de supervisão, visa tornar o Grupo Volkswagen e suas marcas mais eficientes, mais competitivos e melhor posicionados para o futuro, indicou em comunicado.
A Volkswagen sublinha que era necessário este ajuste adicional nos níveis da força de trabalho global, além dos programas já existentes, para alcançar as metas da iniciativa de transformação e para preservar a competitividade do grupo.
No entanto, a empresa não forneceu mais detalhes sobre o cronograma da redução do número de trabalhadores ou sobre como os cortes serão distribuídos entre suas marcas e regiões, estando prevista uma redução da gama de automóveis em 50% até 2035 e o encerramento de quatro fábricas na Alemanha.
“A aprovação do plano reforça a nossa determinação em tornar a Volkswagen mais ágil, competitiva e financeiramente sólida. Estamos a tomar decisões estruturais urgentes para salvaguardar a nossa posição de liderança num ambiente de mercado exigente”, diz o CEO Oliver Blume.
A companhia apontou a crescente pressão competitiva global, as mudanças nos padrões de procura e as transformações tecnológicas na indústria automóvel como motivos para as medidas incluídas neste plano, que surge numa fase em que este setor na Europa enfrenta uma pressão sobre os preços imposta por fabricantes chineses.
Redução de custos e disciplina financeira
O “Future Plan 2030” estabelece novos patamares de rentabilidade para as várias marcas do grupo, como Volkswagen, Audi, Porsche, Škoda e Cupra, assentando em três pilares:
- Otimização de custos de produção e estrutura: Implementação de programas transversais para otimizar plataformas, reduzir complexidade em componentes e aumentar a produtividade nas fábricas mundiais.
- Redefinição do portefólio: foco em segmentos de maior margem operacional, acompanhado por um escrutínio rigoroso de investimento focado em e-mobility, baterias e arquitetura de software.
- Escala e sinergias de grupo: partilha reforçada de tecnologias entre as marcas de volume e premium para maximizar o retorno do investimento em desenvolvimento.
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