Denúncia de assédio laboral e nomeações irregulares na AR acabou arquivada

  • ECO
  • 3 Setembro 2026

Queixa denuncia “perseguições e ilegalidades” contra o adjunto da secretária-geral. Houve dezenas de contratações de pessoas externas para funções que deviam ser para funcionários parlamentares.

Uma denúncia anónima de alegado assédio laboral pelo adjunto da secretária-geral da Assembleia da República (AR), e de nomeações irregulares nos serviços parlamentares, foi arquivada sem que a secretária-geral, Anabela Cabral Ferreira, e o seu adjunto, Hugo Tavares, tenham sido interrogados, noticia esta quinta-feira o Público.

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Ao longo de 17 páginas, são descritos dois anos de alegadas pressões, berros e substituição de funcionários parlamentares por pessoas vindas de fora do Parlamento através da figura de cedência de interesse público — cujo número terá passado de 11 para 61 — para ocupar lugares de chefia. A nova auditora jurídica tomou posse a 15 de julho, mas o processo já estava encerrado.

O arquivamento, por proposta do auditor jurídico, que estava de saída, gerou surpresa entre funcionários, que afirmam que os seus depoimentos foram resumidos e que nunca foram notificados das conclusões. A denúncia tinha sido entregue em maio ao presidente da AR, José Pedro Aguiar-Branco, e foi despachada para averiguação duas semanas depois.

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