ECO Mobility Hub, uma infraestrutura para a competitividade
Novo projeto editorial do ECO vai juntar empresas, academia e poder local para medir como o tempo, os custos, a capacidade e a execução dos investimentos em mobilidade aumentam a produtividade.
O ECO vai lançar este mês de setembro o Mobility Hub, um projeto editorial permanente que reúne jornalismo económico independente e rigoroso, dados próprios, estudos e debate para acompanhar o impacto da mobilidade na produtividade e na competitividade da economia portuguesa. O novo espaço editorial vai analisar os transportes, a logística, a energia, a mobilidade urbana e a tecnologia como componentes do mesmo sistema económico. O objetivo é avaliar o que cada investimento muda para as empresas, os investidores e os territórios, além de acompanhar as infraestruturas anunciadas e os respetivos calendários.
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Portugal está perante decisões que vão condicionar a capacidade competitiva do país durante as próximas décadas. Entre os projetos estruturantes estão a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa e o Aeroporto Luís de Camões. A estes projetos juntam-se outras escolhas decisivas como as relativas aos portos, à logística, à eletrificação, às redes de carregamento, à utilização de dados nas cidades e inteligência artificial aplicada à mobilidade, entre outras. O Mobility Hub será uma iniciativa aberta, dinâmica, e em construção permanente.
O principal instrumento de avaliação do Mobility Hub será o ECO Mobility Index. O índice vai medir até que ponto o sistema de mobilidade português facilita ou penaliza a atividade económica através de cinco critérios.
- O primeiro avaliará o tempo e a acessibilidade, incluindo a duração das deslocações de pessoas e mercadorias até aos mercados, portos e aeroportos.
- O segundo acompanhará o custo de movimentação, desde a energia e as portagens até à logística e à operação das frotas.
- A terceira dimensão analisará se as infraestruturas e a capacidade tecnológica disponíveis permitem às empresas crescer e ganhar escala.
- A quarta medirá a produtividade e a eficiência, identificando o tempo de espera, o desperdício de recursos e as fricções operacionais provocadas pelo sistema de mobilidade.
- O índice terá ainda uma dimensão dedicada à execução e ao investimento. Esta componente vai comparar os planos, os fundos e os investimentos anunciados com a capacidade que efetivamente entrou em funcionamento. O objetivo é distinguir a despesa programada do impacto económico entregue.
A agenda editorial do Mobility Hub vai traduzir estes critérios em perguntas concretas. Quanto tempo produtivo se perde nas áreas metropolitanas, quanto custa uma ligação deficiente aos portos, como condiciona a capacidade aeroportuária o investimento, que empresas conseguem ganhar escala através de uma logística mais eficiente, que projetos estão a falhar os calendários de execução e qual o estado da rede de carregamentos elétricos serão alguns dos temas acompanhados, sempre com princípios e regras editoriais.
No primeiro ano, a iniciativa prevê o lançamento do Summit ECO Mobility Hub, subordinado ao tema “Competitividade 2035”, uma lista com 50 protagonistas da transformação da mobilidade, dm barómetro de dados e perceção executiva e um estudo anual sobre mobilidade empresarial. O programa incluirá também as Mobility Talks, encontros reservados com decisores, um Leadership Dinner e uma série editorial permanente.
O Mobility Hub pretende reunir empresas, investidores, reguladores, municípios, operadores tecnológicos, setor energético, logística, banca, seguros, indústria e administração pública. Haverá momentos públicos e encontros reservados destinados a aproximar quem decide, financia, regula e executa. O projeto prevê ainda um número limitado de parceiros fundadores associados à iniciativa durante 12 meses.
O ECO Mobility Hub nasce para acompanhar a distância entre o investimento anunciado e o resultado alcançado. A medida do sucesso será a capacidade de cada decisão reduzir tempos e custos, aumentar a capacidade operacional e transformar mobilidade em produtividade e competitividade.
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