Galp conclui parceria estratégica com TotalEnergies na Namíbia

Acordo com a empresa francesa reforça exposição "a uma das regiões mais promissoras para o desenvolvimento de novos projetos de petróleo e gás a nível global", sublinha a Galp.

A Galp GALP 0,00% informou esta quinta-feira que concluiu a parceria estratégica com a francesa TotalEnergies na Namíbia, completando, conforme planeado, a reconfiguração do seu portefólio para reforçar exposição “a uma das regiões mais promissoras para o desenvolvimento de novos projetos de petróleo e gás a nível global”.

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Em comunicado, a petrolífera portuguesa referiu que, com a conclusão da transação, mantém uma participação de 40% no PEL 83, onde realizou a descoberta de Mopane, e passa a deter participações de 10% no PEL 56 e de 9,39% no PEL 91, “evoluindo de uma posição concentrada num único bloco para um portefólio diversificado de três blocos offshore na Namíbia”.

“A nova configuração mantém uma exposição material ao potencial de Mopane e acrescenta uma participação em Venus, um dos projetos de desenvolvimento mais avançados da Namíbia e que se aproxima de uma decisão final de investimento, diversificando a exposição da Galp entre ativos em diferentes fases de maturidade”, sublinhou.

Os próximos marcos na Namíbia serão o início da nova campanha de exploração e avaliação de Mopane, previsto para o quarto trimestre de 2026, e o avanço de Venus em direção à decisão final de investimento, concluiu a Galp.

As ações da Galp avançam 1,28% na abertura da sessão desta sexta-feira na bolsa de Lisboa, para 21,38 euros cada, e lideram os ganhos no índice PSI, que soma 0,38%.

Galp lidera ganhos no PSI

Sem cash, mas gerador de valor

A petrolífera portuguesa anunciou em abril de 2024 que o campo de Mopane poderá conter o equivalente a pelo menos dez mil milhões de barris de petróleo e gás, numa das mais significativas descobertas para a Galp. Ainda nesse mês, o então CEO, Filipe Silva, confirmou que metade da participação de 80% seria vendida a um parceiro.

Além da TotalEnergies, também estava na corrida a americana Chevron, que tem participações em campos de petróleo na bacia de Orange, enquanto Shell e Petrobras eram outros possíveis candidatos.

A Galp acabou por escolher o grupo francês, anunciando o pré-acordo em dezembro de 2025 segundo o qual a TotalEnergies assume metade dos custos de exploração, avaliação e desenvolvimento da Galp em Mopane, que serão pagos mais tarde à TotalEnergies com 50% dos cash flows futuros gerados pelo projeto.

O anuncio do acordo veio colocar forte pressão nas ações da Galp, que chegaram afundar 15% num só dia, na maior queda desde o início da pandemia.

A co-CEO da Galp, Maria João Carioca, veio explicar nessa altura que o negócio acrescenta um valor significativo para a petrolífera portuguesa, apesar de não se traduzir numa distribuição imediata de valor.

De facto, trata-se de uma troca de ativos” e “tenho consciência de que isto não distribui imediatamente dinheiro (cash)”, rematou Maria João Carioca, contrabalançando que existem outros “motores de criação de valor”.

“Considerámos que era um compromisso que continuava a ser significativamente gerador de valor“, sublinhou.

(Notícia atualizada às 08h30)

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