Luís Neves alvo de duas investigações “urgentes”. PGR garante que “andaram durante as férias”
PGR não se compromete com prazos, mas quer que a investigação relativa ao atrelado e às obras da casa de Luís Neves terminem "o mais rapidamente possível". No total, há 5 processos a decorrer.
O procurador-geral da República revelou que há três processos em investigação relacionados com os casos polémicos que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantindo que a investigação de dois processos “urgentes” prosseguiu durante as férias. Sem se comprometer com prazos, Amadeu Guerra adiantou que quer que os processos terminem “o mais rapidamente possível”.
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Segundo adiantou esta tarde aos jornalistas, no total, há três inquéritos, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem o ministro Luís Neves.
O PGR explicou que há dois processos “urgentes a decorrer”: um relacionado com o atrelado apreendido numa operação anti-droga da PJ e outro relacionado com a investigação às obras no monte alentejano do ex-diretor nacional da Polícia Judiciária.
“Os processos estão em investigação, os dois mais importantes, considerámos de natureza urgente, portanto, foram processados e tramitados durante as férias judiciais. Não estiveram parados e, dada a urgência, andaram durante as férias”, adiantou ainda.
Amadeu Guerra explicou ainda que, no caso da investigação relacionada com o atrelado, o “Ministério Público entendeu assumir a tramitação do processo pedindo elementos que podia pedir e, quando for preciso a colaboração de algum órgão de polícia criminal, iremos fazê-lo”.
Sobre a previsão de conclusão destes processos, o PGR disse que, neste momento, não tem previsão sobre a sua conclusão. “Queremos que acabem o mais rapidamente possível, que seja dado despacho final nestes processos o mais rapidamente possível”, afiançou.
O responsável acrescentou ainda que a investigação está a decorrer e que estes “processos são iguais a outros. Não vamos fazer diferenciações, nós investigamos todas as pessoas, independentemente dos cargos“, acrescentou, notando que haverá processos “que podem exigir muito mais investigação, muito mais prova, muito mais atividade e, portanto, são coisas normais a complexidade de alguns processos”.
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