Petróleo acelera cerca de 8% e regista maior subida semanal desde julho
Preços do petróleo regressaram aos ganhos após uma sessão de correção, numa semana marcada pela escalada dos prémios de risco da dívida devido aos receios de uma escalada da inflação.
Depois de terem fechado a semana anterior com desvalorizações acima de 5%, os preços do petróleo voltaram aos ganhos. A matéria-prima disparou cerca de 8% em Londres e escalou 9% em Nova Iorque, naquela que é a maior subida semanal desde o passado mês de julho, quando reacendeu a escalada das tensões entre os EUA e o Irão.
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Os futuros do Brent, negociados em Londres e que serve de referência às importações nacionais, fecharam a semana com uma disparo de cerca de 7,9% e a matéria-prima a cotar acima dos 96 dólares por barril. Trata-se da maior subida semanal desde 24 de julho.
Já o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, fechou a semana com um ganho acumulado de 9,69%, a negociar nos 91,48 dólares por barril. É preciso recuar à semana terminada a 17 de julho para ver uma subida mais expressiva do crude.
A sustentar as cotações continua a renovada onda de ataques no Médio Oriente, com EUA e Irão sem conseguirem chegar a um acordo para terminar a guerra que já vai no seu sétimo mês e que está a causar grande disrupção no fornecimento de energia a nível global.
Perante a perspetiva de uma forte subida dos preços previstos para a próxima semana, tanto no gasóleo como na gasolina, o Governo decidiu reforçar o ‘desconto’ no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), amortecendo assim em “cerca de três cêntimos” por litro esse aumento previsto.
Com este reforço do ‘desconto’ no ISP, o gasóleo deve aumentar à volta de 12 cêntimos por litro na próxima semana, para rondar os 2,12 euros, ao passo que a gasolina 95 deverá tocar nos 2,1 euros após a subida agora prevista de ‘apenas’ nove cêntimos a partir de segunda-feira.
Os receios associados a um aumento da inflação, devido aos preços dos combustíveis mais elevados, alimentou uma escalada dos juros da dívida a nível global, com os investidores a saírem da dívida.
“Todos os setores da economia são afetados pelo diesel. Essa é uma das razões pelas quais os os juros das treasuries dos EUA estão tão altos: a expectativa de que a inflação continuará a subir”, afirmou Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy, à Reuters.
Os preços médios do diesel nos EUA atingiram máximas históricos à medida que a escalada das tensão entre os EUA e o Irão e os ataques ucranianos a refinarias russas ampliaram as interrupções no abastecimento.
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