PS garante estabilidade mas faz tabu sobre moção de censura
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, recusou-se a assumir a decisão do partido na moção de censura apresentada pelo Chega, mas reafirmou que vai garantir a estabilidade política no país.
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, recusou-se a assumir qual a decisão que o partido tomará na moção de censura apresentada pelo Chega, mas reafirmou que vai garantir a estabilidade política no país.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
“Há aqueles que querem provocar uma crise política […] e ao PS se deve a estabilidade política e agora querem de novo ir para uma crise política com uma moção de censura. Aquilo que garantimos aos portugueses é que não é pelo PS que haverá crise política e não será pelo PS que o país será lançado no caos político numa altura tão especial da vida mundial“, disse José Luís Carneiro.
O líder dos socialistas lembrou: “Já o fizeram em 2025, provocaram uma crise política que levou o país para eleições e provocariam uma nova crise política ao terem chumbado o orçamento, sete meses depois das eleições”. “Foi a responsabilidade do PS que evitou que o país fosse para eleições numa altura em que estávamos em eleições presidenciais e a responder à crise das tempestades“, lembrou.
O secretário-geral do PS falava aos jornalistas à margem de uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu, que termina hoje a sua 634.ª edição, em resposta à questão sobre a decisão de voto na moção de censura apresentada pelo Chega.
Até terça-feira, disse estar a ouvir os camaradas do partido, do secretariado, da comissão política nacional e os membros da comissão política.
Em relação ao líder do Chega, o socialista também disse que “sabe como ocupar o espaço mediático, porque se o líder do PS quisesse estar todos os dias nas televisões, atacaria as instituições, o prestígio da democracia e os fundamentos vitais do sistema democrático”.
“Porque os portugueses, em regra, prestam mais atenção aquilo que sai, do que ao regular das instituições. Não é essa a forma de estar do PS. Há um partido que veio para destruir as instituições e há um partido que procura salvaguardar as instituições, modernizar, melhorar e responder às necessidades das pessoas“.
Neste sentido, disse que “a ocupação do espaço por sistema tem evitado o escrutínio do governo em matérias fundamentais como as falhas graves na saúde, na educação e na falta de professores para os alunos em todo o país, e nas falhas graves com o custo de vida”.
“Quanto mais se falar desses temas, menos se fala sobre os temas que importam à vida das pessoas”, vincou José Luís Carneiro. Lembrando que “foi com esses populismos e manobras de distração que esses partidos chegaram ao poder”.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
PS garante estabilidade mas faz tabu sobre moção de censura
{{ noCommentsLabel }}