Afinal, economia da Zona Euro cresceu 1,2% no segundo trimestre
Eurostat reviu em alta o crescimento homólogo e em cadeia do PIB da Zona Euro e da UE no período de abril a junho. Portugal teve o maior aumento do número de pessoas empregadas.
Afinal, a economia da Zona Euro cresceu 1,2% no segundo trimestre, em termos homólogos, enquanto a da União Europeia (UE) subiu 1,4%, acelerando 0,6 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao crescimento observado nos primeiros três meses do ano. Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat representam uma revisão em alta face aos valores avançados nas duas primeiras estimativas, que foram, na mesma ordem, de 1% e 1,2%.
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Na comparação em cadeia, a informação agora publicada pelo serviço estatístico europeu também revê em alta as estimativas publicadas em 30 de julho e em 14 de agosto: apesar do impacto do conflito no Médio Oriente, o Produto Interno Bruto (PIB) da área da moeda única avançou 0,6%, em vez dos 0,4% inicialmente estimados, enquanto no bloco comunitário subiu 0,7%, valor que compara com a previsão de 0,5%.
Isto significa que, entre abril e junho, o crescimento em cadeia do PIB da Zona Euro superou o aumento do PIB dos EUA (+0,4%), mas, comparando com o mesmo trimestre do ano passado, a economia norte-americana (+2,1%) cresceu mais do que o conjunto dos 21 países do Euro.
Nesta que é a terceira estimativa do Eurostat para o crescimento do PIB da Zona Euro e da UE relativamente ao segundo trimestre de 2026, voltam a mudar os dados no que diz respeito aos países que mais crescem. Inicialmente, Portugal surgia com a terceira maior taxa de crescimento homólogo do conjunto dos 27 Estados-membros da UE, passando depois para o oitavo lugar da tabela e, agora, aparece na 11.ª posição — ainda assim acima da média da União Europeia e da área da moeda única.
À frente da economia portuguesa, que registou um crescimento de 2,5% face ao segundo trimestre do ano passado, ficaram 10 países: Malta (+5,0%), Eslovénia (+4,8%), Dinamarca (+4,6%), Lituânia e Polónia (ambas +3,8%), Chipre e Suécia (ambas +3,3%), Letónia (+3,0%), Bulgária (+2,8%) e Espanha (+2,7%).
Comparativamente aos primeiros três meses do ano, o PIB português cresceu 0,8%, igualmente acima da média da Zona Euro e da UE, mas ficando atrás da Irlanda (+10,2%), da Eslovénia (+1,8%), da Lituânia (+1,7%), da Suécia (+1,6%), de Malta (+1,1%) e da Polónia (+1,0%).
Crescimento em cadeia do PIB dos países da UE entre abril e junho:

Portugal com maior aumento no número de pessoas empregadas
No mesmo boletim, o Eurostat divulgou também que a taxa de emprego, entre abril e junho, avançou 0,5% na área da moeda única e 0,4% no conjunto dos 27 Estados-membros da UE, após aumentos de 0,5% nas duas zonas no trimestre anterior. Na variação em cadeia, o número de pessoas empregadas aumentou 0,1% quer na Zona Euro, quer na UE.
As horas trabalhadas aumentaram 0,1% tanto na Zona Euro como na UE no segundo trimestre do ano, comparativamente ao trimestre anterior. Em comparação com os primeiros três meses de 2025, as horas trabalhadas aumentaram 0,7% na área da moeda única e 0,8% no bloco comunitário.
No período de abril a junho, Portugal destacou-se com o maior aumento (+1,0%) do número de pessoas empregadas face ao primeiro trimestre, seguindo-se a Chéquia e Malta (ambas +0,9%). Por sua vez, as maiores quedas neste indicador registaram-se na Finlândia (-0,8%) e na Grécia (-0,4%).
(Notícia atualizada pela última vez às 11h01)
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