Só construção e tecnologia estão a criar mais empresas este ano. Insolvências aumentam 1,3%
A criação de empresas recuou 3% até agosto, com construção e TIC como únicas a contrariaram a tendência. No mesmo período, as insolvências aumentaram 1,3%, segundo a Informa D&B.
Entre janeiro e agosto, foram criadas 36.124 empresas em Portugal, menos 3% do que no mesmo período de 2025, segundo o Barómetro da Informa D&B divulgado esta terça-feira. A quebra é transversal à generalidade dos setores, com exceção da construção e das tecnologias da informação e comunicação (TIC).
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A construção registou o maior crescimento na criação de empresas, com 5.398 novos negócios, mais 13% do que no mesmo período do ano passado, sendo já o segundo setor com mais novas empresas criadas este ano. As TIC foram o outro setor a contrariar a tendência, com um crescimento de 5,3%, correspondente a mais 135 novas empresas.
Os serviços (empresariais e gerais), a construção e as atividades imobiliárias concentram, no conjunto, quase dois terços das novas empresas criadas desde o início do ano.
Em sentido contrário, as maiores quedas na criação de empresas registam-se na agricultura e outros recursos naturais, com menos 27% (-353 constituições); no alojamento e restauração, com uma descida de 10% (-347); e nos transportes, que recuam 12% (-309).

Do ponto de vista geográfico, a quebra na criação de empresas também é generalizada, com a maioria dos distritos a registar descidas. Lisboa, Faro e Funchal apresentam as maiores quedas, enquanto apenas cinco distritos contrariaram a tendência: Santarém (+4,4%), Porto (+0,6%), Coimbra (+2,3%), Angra do Heroísmo (+21%) e Vila Real (+2,9%).
Nas insolvências, a evolução é também negativa. Nos primeiros oito meses do ano foram registados 1.327 novos processos de insolvência, mais 1,3% do que no mesmo período de 2025.
As maiores subidas verificaram-se nas atividades imobiliárias, onde as insolvências duplicaram (+100%, ou mais 32 processos), no alojamento e restauração, com um aumento de 15% (+20), e nos serviços gerais, que registaram mais 18% (+14). A subida foi particularmente expressiva na região da Grande Lisboa.
Entre os setores em que as insolvências diminuíram destacam-se a agricultura e outros recursos naturais, com uma descida de 40% (-17 processos), e os serviços empresariais, com menos 12% (-16).
Por outro lado, o número de encerramentos está a diminuir. Desde o início do ano encerraram 7.802 empresas, enquanto no acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e agosto de 2026, foram encerradas 14.483 empresas, menos 7,8% do que nos 12 meses anteriores.
Essa descida dos encerramentos nos últimos 12 meses foi transversal aos setores, com destaque para os serviços empresariais e o retalho. Os transportes foram a única exceção, com um aumento de 1% nos encerramentos.
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