Exportações e importações abrandam crescimento. Défice comercial encolhe quase 400 milhões

Com as exportações a crescerem mais do que as importações, o défice da balança comercial de bens atingiu 3.052 milhões de euros em julho, menos 393 milhões do que em igual mês do ano passado.

As exportações portuguesas de bens cresceram 6,5% em julho, em termos homólogos, enquanto as importações registaram um aumento ligeiro de 0,6%, refletindo, respetivamente, desacelerações de 4,2 e 19 pontos percentuais face ao mês anterior, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE) — isto é, transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda –, o aumento é maior em ambos os fluxos: +7,0% nas vendas ao exterior e +5,5% nas compras, o que compara com aumentos de 11,7% e 16,9%, respetivamente, no mês de junho.

Descontados os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 4,2% (após uma subida de 7,5% no mês precedente), em resultado do aumento das transações desta categoria de produtos em julho (+46,6% face ao período homólogo), essencialmente devido ao aumento de preço (+41,3%), uma vez que em volume apenas se registou uma subida de 3,8%.

Entre os principais parceiros comerciais de 2025, destacaram-se, em julho, os acréscimos das exportações para Espanha (+11%), devido, principalmente, ao acréscimo nas transações de combustíveis e lubrificantes e de fornecimentos industriais.

Já o Reino Unido destacou-se pela negativa, com um decréscimo de 10,3% nas compras de bens a Portugal, refletindo, sobretudo, a evolução das transações das categorias de material de transporte e de combustíveis e lubrificantes, bem como os Países Baixos (-12,1%), em particular devido à diminuição dos combustíveis e lubrificantes, nomeadamente de óleos leves e preparações de petróleo.

No caso das importações, foram as transações TTE que abrandam o ritmo da subida, ao registarem um decréscimo acentuado (-73,0%; +70,5% em julho de 2025), pelo que, quando excluído este tipo de movimentos, o aumento das importações foi superior.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, as importações diminuíram 3,1% em julho (desacelerando face ao aumento de 16,5% registado em junho). Esta evolução deveu-se a acréscimos em volume (+12,9%) e, sobretudo, nos preços destes produtos (+26,4%).

Com a subida das exportações a superar o das importações, o défice da balança comercial de bens atingiu 3.052 milhões de euros em julho, desagravando-se em 393 milhões face ao mesmo mês de 2025 e em 527 milhões face a junho.

No entanto, quando excluídas as transações TTE, o défice da balança comercial de bens agravou-se em 65 milhões de euros, em termos homólogos, para um total de 3.065 milhões de euros. Na variação em cadeia, trata-se de uma diminuição de 323 milhões.

Fonte: INE

(Notícia atualizada pela última vez às 12h10)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Exportações e importações abrandam crescimento. Défice comercial encolhe quase 400 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião