Fidelidade muda administração executiva a pensar no IPO
Com entradas e saídas da comissão executiva a seguradora prepara a governance para a entrada em bolsa que continua sem data. Diversidade de género, independentes e continuidade são os objetivos.
A Fidelidade decidiu na passada terça-feira o seu futuro conselho de administração com mandato até 2028. Na presidência do Conselho de Administração (CA) continua Jorge Magalhães Correia e na presidência da Comissão Executiva (CE) continua Rogério Campos Henriques, mas André Cardoso e Miguel Abecasis passam de vogais a vice-presidentes.
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Também sobem à CE Teresa Rosas, até agora diretora geral de Tecnologia, que terá a seu cargo o desenvolvimento da Inteligência Artificial ao nível de comissão executiva. Também o diretor geral comercial, Nuno Clemente, passará a membro da CE.
Outra entrada é de Nuno Martins, antigo gestor na Caixa Geral de Depósitos, que detém 15% do capital da Fidelidade, e que mais recentemente ocupava um cargo não executivo na Administração da Fidelidade. Passa agora a ter funções executivas na seguradora. Thomas Chen e Sijie Dong continuam nos seus cargos.
De saída do CE estão Juan Arsuaga que vai dedicar-se à Fidelidade Re, resseguradora do grupo, e António Noronha, que terá novas funções em gestão de ativos e na região africana.
Fonte próxima da administração indicou que esta mudança reflete o propósito de continuidade do projeto estratégico, mas com uma composição de governance mais alinhada com as práticas internacionais, nomeadamente em diversidade de género e independência de membros da administração no CA e no CE.
A seguradora, que no final deste mês conta estar a operar fisicamente na nova sede, mantém a preparação para lançar um IPO (oferta pública de venda de ações), embora a sua concretização dependa da “vontade e oportunidade dos acionistas, e do momento de mercado”, conclui a fonte.
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