Irão ataca dois navios de guerra americanos e bases na Jordânia
Ataques iranianos em retaliação aos bombardeamentos norte-americanos contra petroleiros iranianos ocorridos esta noite perto da ilha de Kharg.
O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (CGRI) iraniana afirmou hoje ter atacado dois navios de guerra norte-americanos e bases de Washington na Jordânia, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos.
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De acordo com um comunicado do CGRI, divulgado pela agência iraniana Tasnim, Teerão atacou a base de Al Azraq, na Jordânia, e dois contratorpedeiros norte-americanos que transportavam mísseis de cruzeiro.
Este ataque, destinado a “punir o agressor”, causou danos, nomeadamente, “nas instalações onde estão estacionados os caças F-35, F-16 e F-15, bem como nos abrigos para aviões de combate” da base norte-americana de Al-Azraq, a 100 quilómetros a leste de Amã, afirmou o CGRI, citado pela agência oficial Irna.
O Exército da Jordânia afirmou ter destruído 18 de 20 mísseis iranianos que se dirigiam contra o seu país, enquanto outros dois caíram em “zonas despovoadas”.
Os ataques iranianos constituem uma retaliação aos bombardeamentos norte-americanos contra petroleiros iranianos ocorridos esta noite.
O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (CentCom) afirmou ter destruído cinco embarcações associadas, segundo o comando, ao CGRI, em resposta aos ataques anteriores de Teerão contra um navio de guerra norte-americano.
“O Irão continua a tentar atacar navios de guerra norte-americanos e, sempre que o fizerem ou tentarem fazê-lo, perderão petroleiros, e penso que irão ver isso novamente hoje”, advertiu, por seu lado, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio durante uma visita à Colômbia.
Segundo a agência iraniana Tasnim, um “pequeno petroleiro” iraniano foi alvo de um ataque com mísseis norte-americanos perto da ilha de Kharg (sul), sem causar vítimas.
Washington expande sanções económicas
Por outro lado, o Departamento do Tesouro dos EUA referiu que “todas as companhias aéreas iranianas” estão agora sujeitas a sanções económicas.
As principais companhias aéreas iranianas, Mahan Air e Iran Air, já estavam sob sanções. Agora, juntam-se a elas 27 empresas que operam a nível local ou regional.
O Departamento do Tesouro dos EUA acusa as autoridades iranianas de “utilizar o setor da aviação (…) para transportar armas, pessoal e cargas ilícitas”.
A administração norte-americana liderada por Donald Trump decidiu também suspender as isenções para o transporte aéreo, como aquela que permitia às companhias aéreas não americanas voar com aviões de fabrico norte-americano para o Irão.
No campo diplomático, as autoridades iranianas relataram “progressos significativos” nas negociações com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz, uma afirmação regular nas últimas semanas.
As discussões visam estabelecer um corredor “permanente” e definir a “futura gestão do estreito”, bem como um mecanismo para “prestar os serviços de navegação e segurança necessários”, reiterou o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.
O estratégico estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, foi bloqueado por Teerão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, na sequência dos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão.
Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
O Irão insiste que não haverá regresso ao regime de livre navegação existente antes da guerra e pretende cobrar taxas de serviço às embarcações que utilizam o estreito, uma medida firmemente rejeitada por Washington e por vários países da região.
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