Meta lança Muse, um novo agente pessoal de IA. Ações disparam 7%

O lançamento do agente pessoal, que está a impulsionar fortemente as ações da tecnológica norte-americana, está disponível, para já, apenas nos EUA.

A Meta lançou o Muse, um agente pessoal de inteligência artificial (IA) descrito pela dona do Facebook como “seguro, privado e amplamente acessível”. Desenvolvido de raiz pela empresa liderada por Mark Zuckerberg, o agente não se limita a responder a questões dos utilizadores, mas intervém proativamente nas tarefas que estes pretendem realizar.

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O Muse foi concebido para executar tarefas em nome dos utilizadores, desde o envio de emails à marcação de viagens, mas também para ajudar a concretizar objetivos de maior dimensão. Através de uma conversa, o utilizador pode indicar ao Muse aquilo que pretende alcançar, cabendo ao agente desenvolver um plano personalizado, coordenar recursos e avançar autonomamente com o trabalho.

Para isso, o Muse pode abrir um navegador, preencher formulários e negociar em nome do utilizador. Em tarefas que exigem mais tempo, o agente continua a trabalhar mesmo depois de a aplicação ser fechada, voltando a contactar o utilizador quando é necessária uma decisão ou aprovação, por exemplo, antes de enviar um email ou efetuar uma compra.

O entusiasmo é grande entre os investidores com a novidade, levando as ações da tecnológica a disparar esta quarta-feira no início da sessão em Wall Street. Pelas 16h02, os títulos da Meta subiam 6,96%, para 656,20 dólares, atingindo o valor mais elevado desde 16 de julho.

O Muse funciona através da Muse Secure VM, uma máquina virtual dedicada que aloja tanto o agente como os dados do utilizador. Segundo a Meta, esta infraestrutura foi criada especificamente para garantir segurança e privacidade e permite ao Muse operar nas aplicações utilizadas diariamente pelos utilizadores.

Ainda este ano, a dona do Facebook vai lançar a MuseConfidentialVM, onde toda a máquina virtual, incluindo os dados de uma pessoa e as conversas que esta mantém com o Muse, será encriptada com uma chave à qual apenas essa pessoa terá acesso. Desta forma, nem a própria Meta poderá aceder a esses dados.

Veja aqui o vídeo de apresentação do Muse pelo CEO da Meta:

O agente consegue ainda aprender com as conversas e recordar aquilo que é importante para cada pessoa. Desta forma, o Muse pode fazer sugestões sem que estas sejam solicitadas e utilizar informações que tenham sido partilhadas anteriormente. Por exemplo, o Muse pode transformar numa lista de compras uma receita guardada no Instagram, sugerir um menu para um jantar ou ter em conta as restrições alimentares dos convidados antes de enviar os convites.

O Muse pode também realizar compras através do Link, serviço de pagamentos desenvolvido pela Stripe. A carteira do Link destinada a agentes gera cartões de utilização única, permitindo ocultar os dados do cartão real durante as compras na Internet.

A tecnologia é alimentada pela Muse Spark, descrita pela Meta como o seu modelo de IA mais avançado até à data e desenvolvido especificamente para tarefas autónomas no mundo real.

A empresa pretende que o Muse seja acessível a milhares de milhões de pessoas em todo o mundo, sem necessidade de conhecimentos técnicos ou de um período de aprendizagem. O objetivo passa por transformar os agentes de IA de ferramentas que respondem a pedidos em sistemas capazes de executar tarefas e acompanhar objetivos de forma autónoma.

No entanto, o Muse está a ser disponibilizado apenas nos Estados Unidos para iOS, Android e através do site muse.ai, estando também prevista a sua chegada aos óculos de IA da Meta. O serviço é gratuito para a maioria das funcionalidades, com planos de subscrição para os utilizadores que pretendam ter acesso a mais capacidades.

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