Botões ecológicos vão ‘apertar’ 75% da produção em Famalicão

Famalicense Louropel quer que botões reciclados passem dos atuais 25% para 50% a 75% da produção nos próximos três anos, enquanto prepara uma nova unidade de armazenamento dedicada a estes produtos.

A Louropel, maior produtora de botões a nível mundial, com uma produção diária entre 9 a 12 milhões de unidades em cinco fábricas, quer que os botões naturais e reciclados representem entre 50% a 75% da produção nos próximos três anos, numa altura em que a empresa de Famalicão prepara-se para avançar com uma nova unidade de armazenamento dedicada a estes produtos.

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“Nos próximos três anos, obrigatoriamente, nós devemos estar nos 50% a 75% dos botões naturais reciclados“, afirmou ao ECO Avelino Rego, presidente da Louropel e filho do fundador da empresa.

Os botões naturais e reciclados representam atualmente cerca de 25% da produção, segundo o presidente da empresa. Avelino Rego estima que estes produtos representem entre 20% e 25% do volume de negócios da fabricante.

A Louropel fornece grandes marcas mundiais de vestuário, como Hugo Boss, Ralph Lauren, Armani, Valentino, Kenzo e Massimo Dutti, entre outras, que, segundo o presidente, já compram os botões reciclados. Já as “marcas mais económicas não querem aumentar tanto o preço da peça e por vezes optam por colocar o botão tradicional”.

O despacho publicado em Diário da República, reconhece o relevante interesse público da utilização de 6.234 metros quadrados de terrenos da Reserva Agrícola Nacional (RAN) para a ampliação das instalações da fabricante de botões em Vila Nova de Famalicão. Além do armazém, estão previstos 1.319,86 metros quadrados de acessos e 1.813,66 metros quadrados de espaços verdes.

A nova unidade, que será construída num terreno contíguo às atuais instalações da empresa, ficará dedicada à receção, armazenamento e expedição de produtos naturais e reciclados utilizados no fabrico de botões ecológicos. Entre as matérias-primas utilizadas estão farinha de sêmola, café, serradura de madeira, folhas e madeira.

O projeto está em preparação há cerca de quatro anos, mas será agora reformulado de raiz, pelo que a empresa ainda não tem fechado o investimento necessário. “Vamos reformular, digamos, um projeto zero”, explicou o presidente da Louropel.

A empresa prevê iniciar o processo de licenciamento junto da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em 2027 e admite que a unidade possa estar ativa no final desse ano. O número de postos de trabalho também ainda não está definido, embora a estimativa inicial aponte para seis a oito novos empregos.

Com 220 colaboradores, a empresa liderada por Avelino Rego exporta atualmente cerca de 80% da produção, sendo a Europa e os Estados Unidos os seus principais mercados.

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