BRANDS' ECOSEGUROS Da gestão documental aos assistentes conversacionais: a IA na operação diária das seguradoras
A IA já está a transformar processos críticos no setor segurador, com ganhos de eficiência, produtividade e experiência do cliente.
A conversa sobre Inteligência Artificial (IA) no setor segurador mudou de natureza. Durante algum tempo, o debate centrou-se no potencial da tecnologia e no que seria tecnicamente possível alcançar. Hoje, a questão é mais concreta e exigente: que aplicações podem gerar valor real no dia a dia das seguradoras, com dados reais, processos reais e utilizadores reais?
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Foi precisamente esta perspetiva que Paulo Ferreira, Product Solutions Director da Cleva, levou ao último Fórum Nacional de Seguros. Mais do que uma visão de futuro, apresentou três casos de uso de IA já integrados nas soluções da empresa, demonstrando como esta tecnologia pode transformar processos críticos ao longo da cadeia de valor do negócio segurador.

Segundo Paulo Ferreira, a evolução da Cleva nesta área tem sido progressiva e sustentada. “A Cleva passou por uma fase experimental há cerca de dois a três anos. Evoluímos para provas de conceito e projetos-piloto e, neste momento, já temos IA integrada em determinados pontos do nosso software, a ser utilizada e a desenvolver casos de uso concretos. O próximo passo passa por levar estas soluções aos nossos clientes e trabalhar em conjunto para que possam tirar partido das inovações que estamos a desenvolver.”
O primeiro exemplo incidiu sobre o processamento inteligente de documentos. Através de IA, é possível interpretar automaticamente documentos estruturados e semiestruturados, como emails, faturas e declarações amigáveis de acidente automóvel, extraindo e validando informação de forma rápida e consistente. Esta capacidade reduz significativamente a intervenção manual, acelera os processos de análise e minimiza o risco de erro humano. Para os clientes, traduz-se em tempos de resposta mais curtos e numa experiência mais simples e eficiente.
O segundo caso destacou a geração inteligente de comunicações com clientes. Integrada nos processos de gestão de sinistros, esta funcionalidade permite criar comunicações personalizadas a partir de prompts previamente definidos e ajustados ao contexto de cada interação. O resultado é uma comunicação mais clara, coerente e relevante, garantindo aos segurados um acesso mais rápido à informação e uma maior sensação de proximidade e acompanhamento, especialmente em momentos mais sensíveis.
A terceira demonstração centrou-se no Cleva Agent, o assistente conversacional de IA integrado no software da empresa. Recorrendo a linguagem natural, o assistente permite executar operações diretamente na aplicação, desde a atualização de dados de clientes até à cotação de uma apólice Vida. Ao reduzir a complexidade de tarefas operacionais e simplificar a interação com o sistema, contribui para ganhos significativos de produtividade e permite que as equipas se concentrem em atividades de maior valor acrescentado.
Os três exemplos partilham o mesmo denominador comum: IA aplicada de forma prática, integrada nos processos que as seguradoras utilizam diariamente e orientada para benefícios mensuráveis. Menos tarefas administrativas, maior rapidez de execução, comunicações mais eficazes e uma experiência de cliente melhorada são resultados que demonstram que a adoção da IA deixou de ser uma possibilidade futura para se tornar uma realidade operacional. É neste equilíbrio entre inovação e impacto concreto que se jogará a competitividade das seguradoras nos próximos anos.
Texto escrito por: Alexandre Gonzaga, Content Writer da Cleva.
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