José Sócrates regressa a tribunal sem advogado

  • Lusa
  • 10 Setembro 2026

O antigo primeiro-ministro José Sócrates regressou ao tribunal, no Campus da Justiça, sem advogado e com criticas criticou à juíza por "não querer dar tempo nenhum" para a defesa se preparar.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates regressou esta quinta-feira ao tribunal, no Campus da Justiça, sem advogado e com criticas criticou à juíza por “não querer dar tempo nenhum” para a defesa se preparar.

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Cerca de um ano depois, José Sócrates regressa ao Tribunal Central Criminal no Campus da Justiça, em Lisboa, onde está a ser julgado no âmbito do processo Marques e à chegada afirmou aos jornalistas que está sem advogado desde o dia 4 de novembro de 2025.

“Como todos sabem, a partir do dia 14 de novembro, fiquei sem advogado. E a responsabilidade não é minha, o meu advogado decidiu renunciar. E quando o advogado renuncia, é em função da sua própria consciência. Não fui consultado para isso, respeitei apenas isso“, disse.

José Sócrates afirmou que a juíza devia perceber que não pode ser responsabilizado por não ter advogado, criticando-a por ter recusado o tempo de preparação de defesa.

“Já nomeei o doutor Filipe Batista. O doutor Filipe Batista veio aqui dizer tenho aqui uma procuração passada por José Sócrates e estou disponível para aceitar esta incumbência desde que me deem 10 dias de preparação da defesa. Fiz isso para ir ao encontro do tribunal. A senhora juíza não quer dar tempo nenhum a ninguém”, alegou.

O antigo primeiro-ministro disse ainda que há 12 anos enfrenta “uma acusação falsa de corrupção”. “Agora já ninguém fala da corrupção. Como se isso já não tivesse importância nenhuma”, precisou.

O inquérito do processo Operação Marquês foi aberto em 2013, passou a ser do conhecimento dos arguidos em novembro de 2014 e foi encerrado em outubro de 2017, com a dedução pelo Ministério Público da acusação contra José Sócrates e outros arguidos.

Depois de uma fase de instrução que se prolongou por mais de dois anos, o julgamento do antigo chefe de Governo e outros 20 arguidos por corrupção e outros crimes económico-financeiros começou em 03 de julho de 2025 no Tribunal Central Criminal de Lisboa, faltando ouvir dezenas de testemunhas.

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