Rendas podem subir até 2,56% em 2027. INE confirma dados da inflação que servem de referência

Nos últimos 12 meses até agosto, a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 2,56%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas.

Os senhorios podem aumentar o valor das rendas até 2,56% em 2027, com base nos números da inflação de agosto confirmados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Nos últimos 12 meses até agosto, a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 2,56%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização das rendas para o ano seguinte, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).

A taxa de inflação fixou-se nos 3,3% em agosto, em termos homólogos, em linha com a estimativa rápida anteriormente divulgada e recuando três décimas em relação ao mês anterior, confirmou o INE.

“A aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço do gasóleo“, sublinhou o INE.

Fonte: INE

A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior), adiantou o instituto, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho).

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação homóloga de 2,6%, valor idêntico em julho.

Por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca os aumentos das taxas de variação homóloga dos transportes e dos serviços financeiros e de seguros, com variações de 6,4% e 3,1% respetivamente, contra 4,9% e 2,6% em julho.

Em sentido oposto, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga das classes do lazer, recreação, desporto e cultura e da informação e comunicação, com variações de 1,5% e -3,9% respetivamente (2,4% e -3,3% no mês anterior).

Em agosto, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC destacam-se a dos transportes e dos restaurantes e serviços de alojamento. Em sentido contrário, destacam-se as classes da informação e comunicação e do vestuário e calçado.

Face ao mês anterior, destaca-se o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC da classe dos transportes. Em sentido contrário, destaca-se a classe do lazer, recreação, desporto e cultura.

Em agosto, o IPC registou uma variação média dos últimos doze meses de 2,7% (2,6% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi 2,2% (2,1% em julho).

A variação média do índice relativo aos produtos alimentares não transformados foi 5,8% (6,1% no mês precedente) e o índice dos produtos energéticos apresentou uma variação de 4,3% (3,3% em julho).

Já a variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português — indicador que permite comparações entre os Estados-membros da União Europeia – apresentou uma variação homóloga de 3,6%, taxa superior em 0,5 pontos percentuais à do mês anterior.

 

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