Aplicações de IA igualam TV paga em consumo semanal. Canais abertos continuam o meio mais credível

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Os canais de televisão abertos (43%) e as redes sociais (41%) são os meios onde a publicidade capta mais a atenção dos inquiridos.

As redes sociais afirmam-se como um dos principais pontos de contacto para entretenimento, descoberta e atualização, mas televisão, rádio e imprensa continuam a liderar em credibilidade. A radiografia é da sexta vaga do estudo “Meaningful Media”, realizado pela Havas Media Network e que contou com 600 entrevistas a pessoas residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 15 e os 54 anos.

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Analisando o detalhe, os motores de busca (96%) e as redes sociais (94%) lideram o consumo semanal, seguidos pela rádio (85%), pelos canais de televisão abertos (83%) e pelos conteúdos de imprensa (79%). As aplicações de inteligência artificial (IA), analisadas pela primeira vez neste estudo, surgem já com uma utilização semanal de 68%, ao mesmo nível da televisão por subscrição.

No entanto, quando se analisa a credibilidade, os inquiridos dão primazia aos canais de televisão abertos (71%). Os jornais (58%) continuam na segunda posição, com a rádio muito próxima (57%). O estudo revela ainda que os canais de televisão abertos (55%) e os motores de busca (51%) são considerados os mais indispensáveis (em relevância percebida) em 2026.

“Seria de esperar que os meios de comunicação que mais consumimos correspondessem aos que identificamos como indispensáveis e, de acordo com os dados do estudo Meaningful Media, essa correspondência era quase direta. Porém, nas duas últimas edições, e de forma mais evidente na última, a utilização começa a afastar-se da relevância“, destaca a Havas Media Network, em nota de divulgação do estudo.

Face a este panorama, “o contexto de incerteza em que vivemos criou uma dupla necessidade: informação credível e conteúdos de consumo fácil. Esta dicotomia explica o fenómeno atual. Por um lado, procuramos conteúdos leves e rápidos nas redes sociais como válvula de escape. Por outro, recorremos aos legacy media para informação que realmente importa”, argumenta a análise.

Redes sociais lideram consumo e relevância entre os mais jovens

Por faixa etária, as redes sociais lideram o consumo entre os 15 e 34 anos, com os motores de busca a ocuparem a primeira posição a partir dos 35 anos. Estes dois meios são os únicos presentes no top cinco de todas as faixas etárias, com as redes sociais a mostrar valores decrescentes a partir dos 35 anos.

As aplicações de IA e o streaming de música são exclusivos do top cinco dos mais jovens (15-24 anos). A rádio entre no top a partir dos 25-34 anos, atingindo o pico de consumo semanal na faixa dos 45 aos 54 anos. O YouTube marca presença entre os 15 e 44 anos, desaparecendo nas faixas seguintes. Do outro lado, a televisão surge a partir dos 35 anos e ganha peso, com os canais por subscrição aos juntarem-se aos canais em aberto junto dos 55-64 anos.

No campo da relevância, os canais de televisão abertos fazem parte do top cinco em todas as idades, com a primeira posição a registar-se a partir dos 35 anos. As redes sociais têm um pico de relevância entre os 15 e os 24 anos, faixa na qual lideram, mantendo-se entre os cinco meios com mais relevância até aos 54 anos. A rádio e os jornais aparecem a partir dos 25 anos, com os canais de televisão por subscrição a partir dos 45. O YouTube e o streaming de música são exclusivos dos mais novos (15-24 anos).

A sexta vaga do estudo “Meaningful Media” analisou ainda tópicos como a publicidade e a utilização de IA. Os canais de televisão abertos (43%) e as redes sociais (41%) são os meios onde a publicidade capta mais a atenção dos inquiridos. Do lado inverso da moeda, o YouTube é o meio onde a publicidade mais incomoda (50%), seguido das redes sociais e sites/apps (ambos com 34%).

A inteligência artificial já é utilizada por 26% dos inquiridos no apoio a decisões de compra, valor que aumenta para os 37% na faixa etária entre os 25-34 anos. Neste apoio, destaca-se a categoria dos eletrodomésticos (17%), seguida dos computadores e telemóveis (16%) e dos produtos de eletrónica (15%).

No entanto, é na pesquisa de informação/esclarecimento de dúvidas (72%) que a inteligência artificial é mais utilizada, seguidos do apoio ao estudo ou trabalho (44%) e da escrita, revisão e tradução de textos (40%).

Nota técnica

Nesta sexta edição, o estudo foi realizado junto de indivíduos dos 15 aos 64 anos, residentes em Portugal Continental, através de metodologia CAWI. O trabalho de campo decorreu entre 28 de abril e 11 de maio de 2026. A amostra contempla 600 entrevistas, com uma margem de erro de +/- 4%, para um intervalo de confiança de 95%.

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