BCE dá luz verde à nova administradora financeira do Novobanco

Luso-francesa Teresa Mora-Grenier foi o nome escolhido pelos franceses do BPCE para ser a responsável financeira do Novobanco e recebeu agora luz verde do BCE.

Teresa Mora-Grenier é a nova administradora financeira do Novobanco.DR

Passo a passo, o BPCE vai operando mudanças no Novobanco, adquirido em abril por 6,7 mil milhões de euros. Parte dessas alterações mais visíveis vai passar pelas novas caras que vão compor a administração. Mark Bourke continua como CEO, mas tem agora uma nova responsável pela área financeira. Teresa Mora-Grenier foi o nome escolhido para o cargo de CFO. E o Banco Central Europeu (BCE) acabou de autorizar a sua nomeação.

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Mora-Grenier, 55 anos, é francesa, mas tem ascendência portuguesa. O seu nome já havia sido anunciado pelo grupo francês aquando da conclusão do processo de compra do banco português, há pouco mais de quatro meses. Faltava passar no processo de avaliação e adequação habitual para os cargos de topo na banca, o chamado fit & proper. Esse anúncio chega agora.

“O Novobanco informa o mercado e o público em geral que, na sequência do anúncio efetuado em 30 de abril de 2026 e após a receção da autorização da entidade reguladora competente no âmbito do processo de avaliação de adequação e idoneidade, Teresa Mora-Grenier integra, com efeitos a 10 de setembro de 2026, o conselho de administração executivo para o atual mandato 2025-2028, assumindo as funções de CFO”, indica a instituição no comunicado enviado esta sexta-feira ao mercado.

A nova administradora financeira do Novobanco é licenciada pela EM Lyon Business School e tem um Executive MBA pela ESCP Business School.

Com mais de três décadas de carreira, conta com passagens pelo Crédit Lyonnais Securities e pelo AlphaValue, antes de ingressar no Natixis em 2011. Antes do Novobanco ocupava o cargo de vice-CEO do Banque Populaire Rives de Paris, que integra o Groupe BPCE.

Com Teresa Mora-Grenier a bordo, o Novobanco torna-se no banco com maior representação feminina na gestão executiva, que conta ainda com Patrícia Afonso Fonseca e Carmen Garcia Gonçalves. Luís Ribeiro, João Paixão Moreira e Rui Fontes completam a equipa de Bourke.

António Horta Osório em entrevista ao ECO MagazineHugo Amaral/ECO

Horta-Osório na calha

Há mais mudanças em perspetiva. O BPCE está a preparar mudanças no modelo de governação do banco que atualmente conta com uma comissão executiva e um conselho geral e de supervisão – modelo instituído pelo anterior dono, ao fundo americano Lone Star.

Nessa linha, os franceses vão apontar Nicolas Namias como chairman e o experiente banqueiro português António Horta-Osório para vice-chairman, de acordo com o Jornal Económico. O BPCE confirmou que tais mudanças aguardam por autorização das autoridades regulatórias.

O Novobanco fechou o primeiro semestre do ano com um lucro de 367,2 milhões de euros, uma descida de 15,6% face ao registado no mesmo período do ano anterior, em parte penalizado pelos custos associados à venda do banco ao BPCE.

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