⛽Gasóleo volta a subir sem bater máximos, mas gasolina desce na próxima semana
Quando for abastecer, deverá passar a pagar cerca de 2,132 euros por litro de gasóleo simples e 2,06 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores diários praticados nas bombas.
- Na próxima semana, os preços dos combustíveis em Portugal vão sofrer alterações, com o gasóleo a aumentar 2 cêntimos e a gasolina a descer 4 cêntimos por litro, segundo a ANAREC.
- O preço do gasóleo simples deverá situar-se em cerca de 2,132 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 deverá custar aproximadamente 2,06 euros por litro, refletindo um aumento acumulado significativo desde o início do conflito no Médio Oriente.
- O Governo não fixará os preços dos combustíveis, mas a redução de apoios nos últimos dois anos permitiu uma folga financeira de 804 milhões de euros, que será utilizada para novos bónus e descidas de impostos.
Na segunda-feira quando for abastecer a sua viatura vai pagar mais dois cêntimos por litro no gasóleo, mas se a sua opção recai na gasolina, se puder espere porque haverá uma redução de quatro cêntimos, tendo em conta os descontos já anunciados pelo Governo, avançou ao ECO a a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).
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Na próxima semana, quando for abastecer, deverá passar a pagar cerca de 2,132 euros por litro de gasóleo simples e 2,06 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores diários praticados nas bombas na sexta-feira, divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Apesar do agravamento do preço do diesel, ainda não se bateram níveis recorde. A 12 de abril deste ano, os automobilistas pagaram o combustível mais usado em Portugal a 2,1397 euros por litro.
Desde o início do ataque ao Irão, o gasóleo regista um aumento acumulado de 49,4 cêntimos e a gasolina de 35 cêntimos, tendo já em conta o comportamento dos preços na próxima semana.
Ainda que os combustíveis tenham tido esta semana um comportamento diferente, o Executivo aumentou o desconto do ISP em ambos, um desconto que se traduz na descida do ISP na justa medida do aumento da receita do IVA.
O Executivo estabeleceu o limiar nos 10 cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de 10 cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 49,4 cêntimos e a gasolina de 35 cêntimos, tendo já em conta o comportamento dos preços na próxima semana.
O forte aumento dos preços dos combustíveis na bomba levou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro a acusar o Governo de estar a ganhar dinheiro com a subida dos combustíveis. Uma declaração desmentida pela ministra do Ambiente, em conferência de imprensa, segunda-feira, que garantiu que o “Governo não está a lucrar com a crise dos combustíveis”.
Maria da Graça Carvalho sublinhou que a diferença de preços que Portugal tem face a Espanha é idêntica à que Espanha tem relativamente a França, depois de Carneiro ter ido até Tui, no país vizinho para visitar um posto de combustível e sublinhar que o país está a perder competitividade em relação a Espanha devido à diferença do preço da gasolina e do gasóleo.
O Governo recusa fixar os preços dos combustíveis e apesar de não lucrar com a subida, dado o mecanismo de devolução do ISP correspondente ao aumento do IVA, a redução de apoios aos combustíveis que o Governo foi levando a cabo nos últimos dois anos, permitiram ganhar uma folga de 804 milhões de euros, exatamente o custo do novo bónus das pensões e a descida de IRS anunciada pelo Executivo esta semana, tal como avança o Expresso.
Os contratos futuros do Brent para entrega em novembro, que servem de referência para o mercado europeu, fecharam na sexta-feira a descer 2,81%, para os 104,61 dólares por barril, interrompendo cinco sessões consecutivas de alta com a maior queda desde 25 de agosto, quando baixou 3,89%. No entanto, em termos semanais, o ganho foi de 8,65%, é preciso recuar a 24 de julho para encontrar uma subida mais expressiva (9,85%).
Esta queda dos preços foi reflexo do anúncio pelo Irão de uma reunião na segunda-feira com oito Estados ribeirinhos do Golfo Pérsico para abordar o estabelecimento de rotas seguras de navegação no Estreito de Ormuz. Há semanas, o Governo iraniano disse que havia um acordo com Omã para criar um corredor de trânsito marítimo no Estreito gerido pelos dois Estados, o que não foi concretizado.
Mas os preços deverão permanecer acima dos 100 dólares porque a escassez de matérias prima não deverá ser resolvida no imediato.
O oleoduto leste-oeste, situado nas regiões de Riade e Medina, que transporta aproximadamente sete milhões de barris de crude por dia, foi encerrado preventivamente após vários ataques com drones provenientes do Iraque.
O Ministério da Energia saudita avançou, em comunicado, que o oleoduto, a principal rota de abastecimento para os mercados globais no atual contexto de tensões no estreito de Ormuz, foi “alvo de múltiplos ataques na manhã de quinta-feira”, pelo que “foi encerrado como medida de precaução”.
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