BRICS superam divisões sobre Médio Oriente e fecham acordo antes de cimeira em Deli

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  • 12 Setembro 2026

O impasse centrou-se na disputa entre Irão e Emirados Árabes Unidos sobre o conflito no Golfo, resolvida com um texto que não nomeia diretamente nenhum país envolvido no conflito atual.

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  • Os países do BRICS alcançaram um consenso sobre a declaração final de líderes após intensas negociações, evitando que divergências sobre o Médio Oriente comprometessem a cimeira em Nova Deli.
  • O texto acordado não nomeará diretamente nenhum país no conflito do Médio Oriente, mas condenará a guerra unilateral, refletindo um compromisso diplomático significativo.
  • A cimeira do BRICS, que inclui líderes de várias nações, representa mais de 40% da população mundial e um quarto da economia global, aumentando a influência do bloco.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

Os países do BRICS chegaram a um consenso sobre a declaração final de líderes depois de negociações que se arrastaram pela madrugada deste sábado, superando divergências profundas sobre a formulação relativa ao conflito no Médio Oriente, de acordo com fontes citadas pela Reuters.

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O entendimento surge horas antes do arranque da cimeira em Nova Deli, na Índia, e é visto como um resultado diplomático relevante para o país anfitrião, que liderou consultas sustentadas a nível oficial e político para evitar que as divergências comprometessem o desfecho do encontro.

O ponto mais difícil da negociação centrou-se na forma como o texto trataria o conflito entre o Irão e os Estados do Golfo. Teerão pretendia uma referência explícita ao que considera ter sido um ataque unilateral contra o país e uma violação da Carta das Nações Unidas, enquanto os Emirados Árabes Unidos procuravam um reconhecimento das alegadas agressões iranianas à sua soberania e integridade territorial.

Segundo fontes citadas pela imprensa indiana, o Irão resistiu inicialmente a que a sua posição fosse absorvida numa formulação genérica sobre soberania e integridade territorial, receando que isso diluísse a referência ao ataque de que se diz vítima.

Os negociadores acordaram um texto que não deverá nomear diretamente nenhum país no conflito do Médio Oriente, mas que condenará a guerra unilateral promovida por qualquer Estado.

A cimeira decorre num momento marcado por uma nova escalada entre Washington e Teerão, com a retoma de ataques mútuos num conflito que já dura seis meses, depois de uma pausa nos combates ao longo de boa parte de agosto e de um reforço da presença dos rebeldes houthis, alinhados com o Irão, na região do Mar Vermelho.

Segundo a Reuters, os negociadores acordaram um texto que não deverá nomear diretamente nenhum país, mas que condenará a guerra unilateral promovida por qualquer Estado, cabendo agora aos líderes do bloco a aprovação formal do documento.

A questão da Palestina revelou-se, por comparação, menos controversa, com aceitação generalizada em manter a formulação da declaração do Rio, de 2025, que descreve Gaza como parte inseparável do território palestiniano ocupado e defende a unificação de Gaza e da Cisjordânia sob a Autoridade Palestiniana.

A 18ª cimeira dos BRICS realiza-se em Deli, tendo como anfitrião Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, e reúne líderes como o russo Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o sul-africano Cyril Ramaphosa e o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

O bloco, que junta ainda Brasil, Índia, China, Egito, Etiópia e Indonésia, representa mais de 40% da população mundial e cerca de um quarto da economia global, procurando reforçar o seu peso junto de instituições como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

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