Luís Neves marca nova ronda negocial com sindicatos da PSP e GNR

  • Lusa
  • 12 Setembro 2026

As reuniões estão marcadas para os dias 17 e 29 de setembro e vão discutir o suplemento de fronteiras aeroportuárias e a reestruturação de carreiras na PSP e na GNR em todo o país.

ECO Fast
  • O ministro da Administração Interna anunciou novas reuniões de negociação com os sindicatos da PSP e associações da GNR para setembro.
  • As reuniões visam discutir a conclusão do suplemento para o controlo de fronteiras e a reestruturação das carreiras, conforme calendário previsto.
  • As forças de segurança planejam protestos devido ao incumprimento de promessas salariais, com manifestações programadas em várias cidades entre setembro e outubro.
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O ministro da Administração Interna convocou os sindicatos da PSP e as associações da GNR para novas reuniões negociais nos dias 17 e 29 de setembro, anunciou este sábado o ministério liderado por Luís Neves.

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Numa nota enviada às redações, o ministério da Administração Interna (MAI) explicou que a convocatória das novas rondas de negociações com associações e sindicatos foi enviada na sexta-feira, sublinhando que a marcação das reuniões “não foi uma reação aos protestos, foi o cumprimento do calendário que sempre esteve previsto”.

Luís Neves “sempre disse – inclusive na audição regimental desta semana – que as negociações seriam retomadas em setembro”, lê-se ainda no esclarecimento enviado por este ministério.

Segundo as convocatórias a que a Lusa teve acesso, a reunião agendada para o dia 17 de setembro terá como objetivo concluir a negociação do suplemento especial para o controlo de fronteiras aeroportuárias e no dia 29 de setembro serão discutidas a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho.

Esta semana, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) anunciaram um ciclo de protestos conjuntos por considerarem que as promessas de revisão salarial e de carreiras não foram cumpridas.

Em causa, para ambas as forças de segurança, está o incumprimento do acordo de 2024, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreiras e do sistema de avaliação.

A ASPP apresentou um calendário e, entre 22 de setembro e 30 de outubro, vão decorrer manifestações, estando já definidas uma em 24 de setembro no Porto e outra em 08 de outubro em Lisboa, além de Leiria (01 de outubro) e Faro (14 outubro).

Em aberto está ainda a possibilidade de ocorrerem protestos em outras cidades, incluindo Coimbra, Guimarães e nas regiões autónomas. “Há um esvaziamento completo da PSP no campo operacional, há um atropelo gritante em várias dimensões da condição policial e parece-nos que há aqui um jogo de empurra para ganhar mais tempo ainda. E nós, percebendo esta dinâmica, entendemos que mesmo que sejam marcadas novas reuniões, o protesto tem que ser uma realidade”, explicou o presidente da ASPP, Paulo Santos.

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