Navio russo disparou contra helicóptero militar da Dinamarca
A fragata russa disparou dois flares contra um helicóptero militar dinamarquês durante uma missão de vigilância no Báltico. Um dos flares lançados passou perto do helicóptero.
A Rússia disparou dois flares (sinalizadores marítimos) de uma fragata contra um helicóptero militar da Dinamarca durante uma missão de vigilância regular ao largo da costa sul do país no Báltico, num incidente que Copenhaga considera grave e que aumenta a tensão entre Moscovo e os países aliados da NATO.
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“A fragata russa disparou dois sinalizadores contra o helicóptero. Um dos sinalizadores passou a uma curta distância do helicóptero“, anunciaram as Forças Armadas dinamarquesas na noite de segunda-feira.
De acordo com o ramo militar dinamarquês, o helicóptero de fabrico francês Fennec estava a realizar uma missão de fotografia e vigilância de rotina a uma fragata russa ao largo de Gedser, no sul da Dinamarca, quando a fragata disparou os dois dispositivos pirotécnicos, geralmente usados como sinal de alerta no mar.
“Faz parte do padrão que vemos em toda a Europa. Com uma Rússia cada vez mais agressiva e assertiva, que intensificou a guerra híbrida contra a Europa. E que testa e desafia a NATO. A Rússia quer intimidar e semear a discórdia. A nossa resposta é mantermo-nos mais unidos e reforçar a defesa da Dinamarca e da Europa”, vincou esta terça-feira de manhã a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, citada pelo Politico.
O incidente ocorreu em águas internacionais e levou as autoridades da Dinamarca — um dos doze países fundadores da NATO — a convocarem o embaixador russo para prestar esclarecimentos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Rasmussen, classificou o episódio como “completamente inaceitável” e afirmou que “o embaixador da Rússia foi convocado para uma conversa sobre o incidente”.
O episódio junta-se a uma sequência crescente de incidentes envolvendo meios russos e países europeus, particularmente na região do Báltico e no norte da Europa.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, vincou na segunda-feira que a Aliança Atlântica possui “todas as opções de resposta” para contrariar as ameaças híbridas da Rússia, após um drone de Moscovo ter atingido um comboio ucraniano junto à fronteira com a Polónia, apenas alguns minutos depois de Boris Johnson ter passado pela mesma linha ferroviária.
A preocupação para os países da NATO está precisamente na possibilidade de estes episódios se tornarem mais frequentes e envolverem respostas cada vez mais agressivas entre meios militares russos e aliados europeus, elevando a preocupação em torno de um Estado-membro ativar o Artigo n.º 5 da aliança militar.
Bruxelas reage ao “comportamento russo imprudente e perigoso”
Perante os mais recentes episódios de tensão entre Moscovo e a Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o Velho Continente enfrenta um “comportamento russo imprudente e perigoso”, referindo-se ao incidente do ataque ao helicóptero na Dinamarca, assim como ao abate de um drone no espaço aéreo da Lituânia, situações que que se têm vindo a intensificar nos últimos meses.
“Mais uma vez, a Europa acordou para um comportamento russo imprudente e perigoso. Um navio de guerra russo disparou sinalizadores de emergência perigosamente perto de um helicóptero dinamarquês. Um drone entrou mo espaço aéreo lituano antes de ser destruído por caças da NATO. Estes não são incidentes isolados. Fazem parte de um padrão mais amplo de agressão e provocação russa contra a Europa, testando a nossa prontidão e a nossa determinação“, alertou a responsável na rede social X.
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A líder do executivo comunitário assinalou ainda que a determinação do bloco europeu “apenas se tornará mais forte”, através da “dissuasão e defesa coletivas, juntamente com a NATO”, e ainda com o aumento da “pressão sobre a Rússia”.
A UE está a preparar um novo pacote de sanções contra Moscovo, que deverá ficar fechada até a reunião dos líderes europeus para outubro. A lista em preparação poderá incluir cerca de 1.600 pessoas e entidades e representar uma resposta mais ampla às operações híbridas russas.
(Notícia atualizada às 15h46 com mais informação)
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