Nos obtém 3,7 milhões do PRR para reforçar resposta a ameaças híbridas
O projeto HORUS tem conclusão prevista para maio de 2028 e prevê a criação de seis soluções/serviços em áreas como defesa anti-drone ou gémeos digitais.
A Nos Security Technology, o braço da operadora para soluções de segurança e defesa, lidera o projeto HORUS, com financiamento de 3,68 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando a criação de soluções que reforcem a resiliência do país face a ameaças híbridas. O projeto tem conclusão prevista para maio de 2028.
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Desde 1 de junho que a Nos Security Technology tem curso o projeto Holistic Operations for Resilient and Unified Security (HORUS). Mais um projeto no setor de defesa sob a alçada da empresa fundada em novembro do ano passado, num momento em que a situação geopolítica está a levar a Europa a realizar fortes investimentos no setor de defesa, tal como avançou em abril o ECO/eRadar.
Contactada pelo ECO/eRadar sobre o HORUS, a Nos optou por não comentar, mas de acordo com a informação do portal Mais Transparência, o projeto obteve um financiamento de 3,68 milhões do PRR, tendo até ao momento já sido pagos 1,1 milhões de euros.
Desenvolver soluções “inovadoras e integradas” que “reforcem a resiliência nacional face a ameaças híbridas nos domínios da defesa, segurança e proteção de infraestruturas críticas” está entre os objetivos do HORUS.
O projeto visa produzir soluções robustas, seguras e interoperáveis, prontas para adoção em contextos operacionais. O impacto esperado é significativo, reforçando a soberania tecnológica nacional e a capacidade de resposta a ameaças híbridas, em alinhamento com as prioridades da NATO e da União Europeia.
O mesmo está estruturado em quatro eixos estando previsto que a NOS Security Technologies entregue até 31 de maio de 2028 — data de conclusão do HORUS — um conjunto de seis produtos/serviços em áreas como network slicing 5G, drone defense, digital twin, visual intelligence e e-Health, elenca o portal Mais Transparência.
“O projeto visa produzir soluções robustas, seguras e interoperáveis, prontas para adoção em contextos operacionais. O impacto esperado é significativo, reforçando a soberania tecnológica nacional e a capacidade de resposta a ameaças híbridas, em alinhamento com as prioridades da NATO e da União Europeia“, pode ainda ler-se na ficha do projeto.
Este não é o único projeto no setor de defesa em que a operadora está envolvida. Através do seu braço de Inovação, a NOS integra um consórcio europeu, financiado pelo Fundo Europeu de Defesa (call de 2024): o Neuroquad.
Liderado pela Multiverse Computing SAS — integrando além da Nos Inovação, a Universidade Politécnica de Madrid, as tecnológicas europeias G.TEC, Oesia e Zabala, o Centro de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Alemã, e a Força Aérea Espanhola—, o Neuroquad é totalmente financiado em cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa e envolve três grandes áreas de investigação: a neurotecnologia, a IA e a computação quântica. O projeto visa ajudar pilotos militares a tomar as melhores decisão em momentos de elevada tensão ou stress.
O objetivo é desenvolver um sistema que, através da monitorização em tempo real dos sinais vitais de um piloto — ondas cerebrais, movimento dos olhos ou batimentos cardíacos — consiga “identificar padrões que sejam mais relevantes para extrair informação da situação em que o piloto está, e depois interagir com os sistemas dos aviões, seja por adaptação instantânea de controlo, do user interface do que o piloto está a ver, para aquilo que é importante para aquela situação [ajudando a] reagir da melhor maneira”, explicou em março João Ferreira, diretor da Nos Inovação, ao ECO/eRadar. Ou seja, das múltiplas informações e instrumentos disponíveis, focar naquelas mais úteis para o piloto na situação concreta.
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