Administração da RTP disputada por quatro duplas

Nicolau Santos, Francisco Teixeira, Luis Castro e Pedro Mota Carmo são os candidatos à presidência da RTP para o próximo mandato.

Há quatro duplas na corrida para a administração da RTP. Sem o alarido de 2021, ano em que o Conselho Geral Independente (CGI) avançou pela primeira vez com um concurso para a escolha do presidente e de um vogal do conselho de administração da RTP, chegou ao fim o prazo dado para a apresentação de candidaturas.

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O número de duplas interessadas passou de mais de 10 para quatro, mas aparecem alguns nomes surpreendentes no processo que vai ditar a escolha dos gestores da RTP no triénio 2027/2029. A disputa será então entre Nicolau Santos e Hugo Figueiredo, a dupla escolhida em 2021 e reconduzida em 2023, que se apresenta novamente a concurso, e três outros concorrentes.

Vindo da área da comunicação, surge Francisco Teixeira, há precisamente dois anos country manager do grupo WPP em Portugal, acompanhado na corrida por Gustavo dos Santos Lima, desde julho director of ecosystem and subscriptions marketing da Google Europa, Médio Oriente e África.

Da RTP, vem a candidatura de Luís Castro, apresentador do programa Sociedade Civil e “jornalista com carteira suspensa”, como o próprio de se apresenta no LinkedIn. O ex jornalista da RTP, que chegou a ser subdiretor de informação, apresenta-se acompanhado de Luísa Ribeiro, que ocupou o cargo de administradora financeira da RTP entre 2021 e 2024.

O outro nome é do antigo presidente executivo da Nos Lusomundo Cinemas, da Nos Lusomundo Audiovisuais e da Dreamia, Pedro Mota Carmo, que repete assim a candidatura de 2021. Pedro Mota Carmo concorre em conjunto com Paulo Campos Costa, desde 2022 presidente da Fundação Luso Brasileira, função que assumiu após cerca de 20 anos em cargos executivos na EDP, grupo onde foi diretor global de marca, marketing e comunicação e administrador no Brasil e em Espanha.

Contactada pelo ECO/+M, o Conselho Geral Independente não comentou os nomes a concurso nem indicou a data na qual o processo será concluído.

O processo para a escolha da nova administração da RTP foi aberto em julho e entretanto o CGI publicou o ‘caderno de encargos’ que ajudará a ditar a escolha da nova gestão. Sob o lema “Um novo ciclo para o Serviço Público de Média da RTP”, o documento define as orientações para o triénio 2027-2029.

O ponto de partida do órgão fiscalizador é claro. “A RTP deixou de estar apenas em transição para o digital e passa a ter de funcionar de forma integrada no digital, sem que isso signifique uma fusão das redações.”

É neste contexto de transição que o CGI coloca como fator de “ponderação relevante” nas candidaturas a realização de uma auditoria estratégica e organizacional [estudo independente ou uma revisão pelos pares] logo no arranque do mandato. Este diagnóstico servirá de base de avaliação para identificar os pontos fortes, constrangimentos e fragilidades. Segundo o documento, permitirá fundamentar “medidas que reforcem a capacidade da RTP para concretizar, de forma eficiente, eficaz e sustentável, as missões de serviço público que lhe incumbem, designadamente no plano organizacional, tecnológico, operativo, de gestão e de afetação de recursos”.

A sugestão integra-se num roadmap definido a três anos, dividido em “Arranque, diagnóstico e reorganização” (2027), “Execução e consolidação” (2028) e “Avaliação e preparação do ciclo seguinte” (2029).

 

* Notícia atualizada às 13h10

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