Apoios à tempestade Kristin somam 555,6 milhões de euros nas contas do Estado

O valor junta despesa efetiva com habitação, património e agricultura a uma quebra de receita fiscal ligada, quase por inteiro, à isenção de contribuições para a Segurança Social.

ECO Fast
  • O impacto orçamental das medidas de apoio à calamidade provocada pela tempestade Kristin atingiu 555,6 milhões de euros até julho, segundo a UTAO.
  • A despesa efetiva relacionada com a calamidade aumentou 87,9% entre abril e julho, com os apoios à habitação e património a liderarem.
  • A isenção de contribuições para a Segurança Social representou a maior parte da quebra de receita nas contas do Estado, totalizando 234,4 milhões de euros.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O impacto orçamental das medidas de apoio à situação de calamidade provocada pela tempestade Kristin atingiu 555,6 milhões de euros até julho, repartidos entre despesa direta e receita fiscal que o Estado deixou de arrecadar.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Segundo o mais recente relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), elaborado por Jorge Faria Silva, Maria Ângela Dionísio, Samuel Borralho e Vítor Nunes Canarias, com coordenação de Sofia Terlica, este valor junta 321 milhões de euros de despesa efetiva a 234,6 milhões de euros de quebra de receita, sendo que praticamente a totalidade desta última fatia (234,4 milhões de euros) resulta da isenção do pagamento de contribuições para a Segurança Social.

A despesa efetiva relacionada com a calamidade acelerou entre abril e julho. Se nos primeiros quatro meses do ano o valor situava-se em 170,8 milhões de euros, até julho subiu para 321 milhões, um acréscimo de 150,2 milhões de euros, ou 87,9%, num intervalo de apenas três meses. Somente entre junho e julho, o volume global dos apoios aumentou 23,1%.

Este crescimento alterou também a composição da despesa: se até abril a reparação de infraestruturas e equipamentos municipais e intermunicipais representava a maior parcela do total, até julho os apoios à habitação própria e permanente, bem como ao património natural, cultural e desportivo, passaram a ocupar as duas primeiras posições, detalham os técnicos da UTAO num documento datado de 14 de setembro.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A despesa com infraestruturas manteve-se praticamente estável, pelo que o seu peso no total caiu de 43,9% para 23,5%, enquanto se intensificaram os pagamentos relacionados com habitação, património e apoios às explorações agrícolas e aos povoamentos florestais.

Do lado da receita, o impacto da calamidade traduziu-se quase exclusivamente na isenção de contribuições para a Segurança Social, que retirou 234,4 milhões de euros aos cofres do sistema.

Este montante corresponde a praticamente a totalidade dos 234,6 milhões de euros de quebra de receita associados às medidas aprovadas na sequência das tempestades, evidenciando o peso que este instrumento de apoio a empresas e trabalhadores teve na resposta orçamental à catástrofe.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Apoios à tempestade Kristin somam 555,6 milhões de euros nas contas do Estado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião