Governo quer dar formação a 100 mil trabalhadores em IA
Formação vai arrancar em outubro, em Leiria, no âmbito de um projeto piloto com cerca de 100 empresas. A intenção é escalar depois a todo o território nacional.
O Governo quer dar formação a 100 mil trabalhadores em inteligência artificial. Para isso, vai arrancar, em outubro, com um projeto piloto em Leiria, com cerca de 100 empresas. A ideia é depois escalar a todo o território, anunciou o ministro da Economia, na Comissão de Economia e Coesão Territorial.
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“A maior parte dos problemas de produtividade das empresas resolvem-se no interior das próprias empresas”, diz Manuel Castro Almeida no Parlamento. “Mas o Governo tem um papel a desempenhar: estimular e incentivar o uso de IA”. “As grandes empresas já estão a dar formação aos seus trabalhadores, mas o nosso tecido empresarial é constituído por muito pequenas empresas, com uma média de três trabalhadores”, explicou o ministro.
Por isso, Castro Almeida disse que o objetivo é “ajudar os processos de fusão das empresas para ganharem escala e tornarem-se mais competitivas”. “Se são muito pequenas, com uma média de três trabalhadores, muito dificilmente as empresas se podem organizar para introduzir IA nos seus processos produtivos”.
“Em outubro vamos fazer uma sessão piloto em Leiria numa ação de formação para 100 empresas que servirá como modelo para depois escalar essa formação e chegar a 100 mil trabalhadores a quem queremos proporcionar formação na área da IA”, explicou o ministro da Economia.
“Se houver 100 mil trabalhadores familiarizados com IA e aptos para a introduzir nas empresas será um avanço na produtividade”, acrescentou.
O ministro da Economia anunciou ainda que o Executivo vai organizar uma ação piloto na Marinha Grande no setor dos moldes. O objetivo é fazer uma formação em chão de fábrica em cinco ou seis empresas para ver como funciona a instrução de IA no processo produtivo. Perante os resultados nos exemplos concretos há que retirar conclusões para fazer reproduzir à escala nacional”, revelou Castro Almeida.
E num balanço da atividade do Banco de Fomento, o ministro revelou que os apoios do IFIC às médias empresa para organizar a introdução de IA nos processos produtivos já superam os 400 milhões de euros.
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