Receitas da PwC no Reino Unido caem pela primeira vez em mais de uma década

Um abrandamento no negócio de consultoria no Médio Oriente penalizou as receitas da PwC no Reino Unido, naquele que tem sido um "ano desafiante" para a região.

As receitas da PwC no Reino Unido caíram pela primeira vez em mais de uma década, penalizadas por um abrandamento do negócio de consultoria no Médio Oriente. Uma quebra que está a afetar todas as chamadas big four.

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As receitas totais do grupo no Reino Unido, que inclui operações no Médio Oriente, recuaram 3% para 6,2 mil milhões de libras nos 12 meses até junho, de acordo com a PwC, citada pelo Financial Times.

Apesar da quebra nas receitas, a remuneração dos sócios subiu para uma média de 935 mil libras, num período em que a empresa reduziu a força laboral e cortou custos.

No grupo, saíram mais de 4.000 funcionários, o que representa quase 12% de todos os colaboradores. Já a despesa com salários recuou em 164 milhões de libras, uma descida de 6%.

É o segundo ano consecutivo de queda na faturação do negócio da PwC no Médio Oriente, penalizado por um abrandamento nos projetos de consultoria lucrativos na Arábia Saudita que alavancaram o crescimento da empresa.

A PwC descreveu este período como um “ano desafiante [para o Médio Oriente]” que “reflete o impacto do conflito regional, maior disrupção do mercado e oscilações cambiais”.

O Financial Times recorda que mesmo antes desta queda nas receitas, a consultora já tinha registado uma estagnação em 2024-2025. As receitas subiram apenas 0,4% nas operações no Reino Unido e no Médio Oriente.

A consultora não tem sido a único afetada por este abrandamento do negócio no Médio Oriente. As receitas das outras big four – KPMG, Deloitte e EY – também contraíram, baixando 15% para 1,7 mil milhões.

KPMG corta 4% dos trabalhadores de Advisory

A quebra no negócio de Advisory também está a levar a KPMG no Reino Unido a avançar com a saída de cerca de 200 trabalhadores, não deixando de fora deste corte quem trabalhe com inteligência artificial. Esta redução da força laboral junta-se a outras que estão a acontecer entre as big four.

Este corte na unidade de tecnologia e dados representa cerca de 4% do Advisory da KPMG e vai afetar equipas que trabalham com IA e cibersegurança, de acordo com o Financial Times, citando uma fonte próxima do processo.

“À medida que o mercado evoluiu, estamos a adaptar o nosso foco e a nossa estrutura para garantir que dispomos das competências certas para servir os nossos clientes da melhor forma”, afirma uma porta-voz da KPMG no Reino Unido, acrescentando que, para responder à dinâmica do mercado, “estamos a propor reduções em algumas equipas de Advisory e vamos apoiar os nossos colegas ao longo deste processo”.

Notícia atualizada às 11h26 com mais informação

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