SATA convida seis interessados a apresentar propostas não vinculativas pela Azores Airlines

Das oito entidades que apresentaram manifestações de interesse, seis cumpriram os requisitos do caderno de encargos, informa a companhia aérea.

Seis das oito entidades que manifestaram interesse na privatização da Azores Airlines cumpriram os requisitos da operação. O Grupo SATA convidou-as a apresentarem propostas não vinculativas.

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“A SATA Holding concluiu a análise da documentação apresentada no âmbito do processo de privatização da SATA Internacional – Azores Airlines, tendo verificado o cumprimento dos requisitos de participação previstos no Caderno de Encargos por parte de seis entidades. Na sequência dessa análise, a SATA Holding decidiu convidar as seis entidades a apresentar propostas não-vinculativas até ao dia 21 de setembro”, refere em comunicado.

Depois de várias tentativas frustradas, o Governo regional determinou em março o lançamento de um novo processo de privatização, que prevê a alienação de, pelo menos, 75% do capital da Azores Airlines. Em vez de um concurso público internacional, o Governo regional optou por uma negociação particular, aberta a investidores nacionais ou estrangeiros.

A venda da companhia foi um compromisso assumido no plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia em junho de 2022, no âmbito dos auxílios de Estado concedidos ao grupo. A SATA recebeu um total de 453,25 milhões de euros.

O processo anterior, que tinha como candidato o Atlantic Connect Group — que junta os empresários Tiago Raiano, Carlos Tavares (ex-CEO da Stellantis) Paulo Pereira e Nuno Pereira — foi anulado pela SATA por recomendação do júri do concurso. O consórcio, que oferecia 17 milhões por 85% da Azores Airlines, avançou para tribunal para tentar reverter a decisão. A privatização deveria ter sido concluída em 2015, mas Bruxelas aceitou prolongar o prazo até ao final deste ano.

No primeiro semestre de 2026, a Azores Airlines registou prejuízos de 37,1 milhões de euros, menos 3,9 milhões face ao período homólogo. As receitas operacionais ficaram em 134,4 milhões (uma redução de 1% face a 2025), enquanto os custos operacionais atingiram 142 milhões. A companhia transportou cerca de 701 mil passageiros, menos 7,7%, e realizou 5.037 voos, menos 8,1%.

(Notícia atualizada às 12h25)

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