Fundo português 33N investe em ronda de 270 milhões de startup de cibersegurança

Fundo de capital de risco criado por dois ex-quadros da Sonae volta a investir na startup italiana, que ficou avaliada em 1,7 mil milhões de euros após esta ronda de financiamento.

O fundo de capital de risco português 33N Ventures participou numa ronda de financiamento da startup de cibersegurança Exein, na qual a empresa levantou 270 milhões de euros, avaliando a empresa em 1,7 mil milhões de euros, o que lhe confere o estatuto de startup de cibersegurança mais valiosa da Europa na última década, segundo adianta o fundo português.

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Esta não é a primeira vez que o capital de risco fundado pelos ex-quadros da Sonae Carlos Alberto Silva e Carlos Moreira da Silva investe na companhia. O 33N já tinha liderado a Série B da Exein em 2024, reforçando assim a sua posição no capital da empresa, cuja avaliação já se multiplicou por cerca de 30 vezes, enquanto a receita recorrente anual quadruplicou no primeiro semestre de 2026 face ao período homólogo.

Ainda que não tenha liderado esta ronda, a 33N Ventures garante que assegurou “uma alocação substancial, fruto da excelente relação construída desde a Série B e do posicionamento da equipa no setor” e é hoje um dos maiores investidores institucionais da empresa, com assento no conselho de administração.

“Tecnologia única, execução exemplar e uma equipa fundadora com uma visão notável. A Exein é a líder de categoria em segurança de dispositivos, com escalabilidade praticamente ilimitada — e a oportunidade continua a crescer“, afirma Carlos Alberto Silva, managing partner da 33N Ventures e membro do conselho de administração da Exein, citado em comunicado.

Tecnologia única, execução exemplar e uma equipa fundadora com uma visão notável. A Exein é a líder de categoria em segurança de dispositivos, com escalabilidade praticamente ilimitada — e a oportunidade continua a crescer.

Carlos Alberto Silva

Managing Partner da 33N Ventures e membro do conselho de administração da Exein

Segundo o capital de risco, que tem sede no Porto, “a tecnologia da Exein protege mais de dois mil milhões de dispositivos em todo o mundo e está na linha da frente de uma transição estrutural: a inteligência artificial está a passar para os próprios dispositivos — robôs, drones, veículos autónomos —, criando uma nova superfície de ataque”.

O fundo acrescenta ainda que “o mercado de segurança de dispositivos deverá crescer dos atuais cerca de 60 mil milhões de dólares para 426 mil milhões até 2034, impulsionado também pela regulação, como o Cyber Resilience Act (CRA) europeu, que torna a segurança ao nível dos dispositivos obrigatória.

A Headline liderou a ronda de financiamento, a qual contou ainda com a participação da Sofina, Goldman Sachs, Banco Europeu de Investimento (EIB), KfW Capital e T.Capital, o braço de investimento da Deutsche Telekom, e outros investidores existentes.

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