⛽Gasóleo e gasolina com subidas quase idênticas. Diesel dispara para novos máximos na próxima semana

Gasóleo deverá subir 6,5 cêntimos e a gasolina cinco, avançou ao ECO a Anecra. Valores já incorporam os descontos no ISP. Litro do diesel vai passar a custar 2,217 euros e o da gasolina 2,122 euros.

Os combustíveis vão voltar a subir na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir 6,5 cêntimos e a gasolina cinco cêntimos, avançou ao ECO a Anecra – Associação Nacional Das Empresas Do Comércio e da Reparação Automóvel. Este valores já incorporam os descontos no ISP que o Executivo irá anunciar ao final do dia.

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A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 2,217 euros por litro de gasóleo simples e 2,122 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas e divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Os preços podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent à sexta-feira e o comportamento do mercado cambial, mas as mudanças não serão significativas.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir cinco cêntimos, enquanto os da gasolina iriam descer cinco cêntimos por litro, mas com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal o diesel, o combustível mais usado em Portugal, subiu 4,8 cêntimos e a gasolina desceu ‘apenas’ 2,1 cêntimos.

Desde que o Executivo decidir introduzir um apoio aos combustíveis, um desconto temporário e extraordinário do ISP equivalente à subida da receita do IVA decorrente do aumento dos preço, o gasóleo regista um aumento acumulado de 52,2 cêntimos e a gasolina de 23,4 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Este desconto, que o Governo optou por não reforçar no Conselho de Ministros de quinta-feira, ainda que o tenha prolongado até dezembro, é aplicado sempre que os preços subam dez cêntimos a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a descer 0,68% para os 104,12 dólares por barril (a queda já foi mais pronunciada ao início da manhã) e o petróleo prepara-se para registar a primeira queda semanal das últimas três semanas, com a matéria-prima a acumular uma desvalorização superior a 2%.

A evolução da matéria-prima continua a ser determinada pela guerra no Médio Oriente. No início desta semana, os preços subiram para perto de máximos de quatro meses, depois de fontes terem indicado que os carregamentos de petróleo bruto no centro de exportação saudita de Yanbu, no mar Vermelho, tinham sido suspensos e que Riade tinha cancelado algumas entregas para a Europa, na sequência de danos provocados por um ataque na semana passada no seu oleoduto Este-Oeste.

No entanto, após esta primeira reação, os preços atenuaram os ganhos, depois de a Arábia Saudita adiantar que antecipava repor, no espaço de alguns dias, cerca de metade da capacidade do seu oleoduto Este-Oeste e de que o país estava a oferecer mais carregamentos de petróleo bruto aos refinadores asiáticos através de transferências entre navios ao largo do porto de Sohar, em Omã.

“Os esforços recentes para recuperar a capacidade de exportação saudita reduziram alguma da ansiedade imediata em torno do abastecimento”, afirmou Priyanka Sachdeva, responsável pela análise de mercado da Phillip Nova, em declarações à Reuters.

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