BRANDS' ECO Colocar a tecnologia ao serviço da gestão financeira
Orlando Costa, CEO da nBanks, explica como a integração de dados bancários e de tesouraria numa única plataforma pode dar às empresas uma visão mais clara para antecipar riscos e decisões.
Quanto maior a dimensão de uma empresa, mais provável é que a informação financeira esteja repartida entre bancos, geografias, sistemas de gestão e ficheiros. O desafio é, por isso, o de conseguir reunir e validar esses dados sem que isso consuma uma parte importante do tempo de muitas equipas financeiras. “É tempo que não está a ser utilizado para analisar, antecipar ou decidir”, aponta Orlando Costa.
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O CEO da nBanks explica como é possível, através de uma única plataforma, ajudar os decisores a passar de uma gestão reativa para uma maior capacidade de antecipação. Com tanta informação, “nunca foi tão difícil separar aquilo que é verdadeiramente relevante do ruído”.
A nBanks apresenta-se como solução para a dispersão da informação financeira das empresas por vários bancos, ficheiros e sistemas. Como é que se propõem a resolver este desafio?
O problema que identificámos é simples de explicar, mas complexo de resolver: as empresas têm cada vez mais dados financeiros, mas continuam a ter dificuldade em transformá-los numa visão única, atualizada e útil para decidir. A informação está dispersa por diferentes bancos, geografias, ERPs, ficheiros e equipas, obrigando as áreas financeiras a gastar demasiado tempo a recolher, reconciliar e validar dados.
A nBanks procura eliminar essa fragmentação. Através de Open Banking, Open Finance e Financial AI, agregamos num único ecossistema a informação financeira relevante da empresa, independentemente do banco, conta, empresa ou geografia, integrando-a também com os seus sistemas de gestão.

O objetivo não é apenas centralizar informação. É transformar dados dispersos em informação financeira estruturada, fiável e acionável, permitindo às equipas acompanhar a sua posição financeira, tesouraria e cash flow com muito maior proximidade ao tempo real.
No fundo, queremos retirar complexidade ao processo para devolver às empresas aquilo que hoje é cada vez mais valioso: tempo e segurança para decidir. É essa a mudança que procuramos fazer: passar de uma gestão financeira fragmentada e muito dependente de processos manuais para uma gestão integrada, inteligente e orientada à decisão.
A campanha fala em “menos ruído, melhores decisões”. Que empresas ou decisores pretendem alcançar com esta mensagem?
Queremos chegar sobretudo a CEOs, CFOs, diretores financeiros e responsáveis de tesouraria que hoje enfrentam um paradoxo: nunca tiveram acesso a tanta informação e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar aquilo que é verdadeiramente relevante do ruído.
A mensagem “menos ruído, melhores decisões” nasce precisamente dessa realidade. Não acreditamos que o futuro da gestão passe simplesmente por produzir mais dados, mais dashboards ou mais alertas. Passa por conseguir transformar complexidade em clareza e dar aos decisores informação consolidada, fiável e no momento certo.
No fundo, queremos chegar a quem tem de tomar decisões com impacto e dizer-lhe algo muito simples: a tecnologia deve reduzir o ruído, não aumentá-lo
Isto é particularmente relevante para grupos empresariais, multinacionais ou organizações com várias empresas, bancos, geografias e sistemas, onde a fragmentação financeira cresce rapidamente com a dimensão da organização.
No fundo, queremos chegar a quem tem de tomar decisões com impacto e dizer-lhe algo muito simples: a tecnologia deve reduzir o ruído, não aumentá-lo. Se conseguirmos devolver clareza, segurança e tempo a quem decide, estamos a cumprir aquela que entendemos ser a verdadeira função da tecnologia financeira.
Quando falamos de ruído financeiro, de que é que estamos realmente a falar?
Quando falamos de ruído financeiro, falamos de informação que existe, mas que está dispersa, desatualizada ou exige demasiado esforço para ser transformada numa decisão.
São múltiplos bancos, contas, empresas, geografias, ERPs, ficheiros Excel, movimentos por reconciliar, diferentes fontes de informação e equipas a tentar construir uma visão comum. O problema já não é a falta de dados. É, muitas vezes, o excesso de dados sem contexto, consistência ou integração.
E há um custo invisível associado a esse ruído: tempo. Tempo gasto a procurar, consolidar, reconciliar e validar informação é tempo que não está a ser utilizado para analisar, antecipar ou decidir.
É por isso que, para nós, reduzir o ruído financeiro significa transformar fragmentação em clareza. Não queremos dar mais informação aos decisores; queremos dar-lhes a informação certa, com qualidade e no momento certo. Porque uma boa decisão começa, muitas vezes, por conseguir ouvir o que realmente importa.
Muitas empresas continuam a gerir a tesouraria a partir de informação que chega tarde ou que exige validações sucessivas. O que muda quando passam a ter numa mesma plataforma uma visão atualizada das contas, dos movimentos e da posição financeira?
Muda sobretudo a capacidade de antecipar e decidir. Quando a informação chega tarde, a gestão financeira torna-se inevitavelmente mais reativa: primeiro recolhem-se os dados, depois validam-se, reconciliam-se e só então se consegue perceber a posição real da empresa.
Quando contas, movimentos e posição financeira passam a estar integrados numa única plataforma e permanentemente atualizados, essa lógica inverte-se. As equipas deixam de gastar grande parte do seu tempo a construir a informação e passam a utilizá-la para gerir liquidez, antecipar necessidades de tesouraria, acompanhar desvios e tomar decisões com maior segurança.
Há também uma mudança importante no papel das próprias equipas financeiras. Automatizar tarefas de baixo valor acrescentado permite libertar capacidade para análise, planeamento e apoio à decisão. É essa transformação que procuramos com a nBanks: passar de uma tesouraria que explica o que aconteceu para uma tesouraria que ajuda a decidir o que fazer a seguir.
Há uma diferença importante entre saber o que já aconteceu e conseguir perceber o que poderá acontecer nas semanas ou meses seguintes. De que forma é que a antecipação do cash flow ajuda uma empresa a decidir com mais segurança?
Antecipar o cash flow significa, acima de tudo, ganhar tempo para decidir. Saber o que aconteceu é essencial, mas gerir uma empresa exige perceber o que poderá acontecer e preparar diferentes cenários antes de eles se materializarem.
Quanto mais cedo identificamos um risco ou uma oportunidade, maior é a liberdade para decidir
Quando conseguimos combinar a posição financeira atual com recebimentos e pagamentos previstos, compromissos assumidos, histórico e diferentes cenários, começamos a transformar o cash flow numa verdadeira ferramenta de gestão. A empresa pode antecipar necessidades de liquidez, identificar excedentes, ajustar investimentos, negociar financiamento com antecedência ou perceber o impacto financeiro de determinadas decisões. E aqui a tecnologia e a inteligência artificial podem ter um papel cada vez mais relevante: não para substituir o decisor, mas para detetar padrões, antecipar desvios e transformar dados financeiros em capacidade de previsão.
Para nós, esse é um dos grandes passos na evolução da gestão financeira: deixar de olhar apenas pelo retrovisor e começar a ter visibilidade sobre a estrada que temos pela frente. Quanto mais cedo identificamos um risco ou uma oportunidade, maior é a liberdade para decidir.
A promessa de simplificação pode, por vezes, traduzir-se em mais um sistema, mais alertas e mais trabalho para a equipa. Como é que garantem que a nBanks reduz complexidade em vez de a deslocar para outro sítio?
Esse é precisamente um dos riscos da transformação digital: pegar na complexidade que já existe e simplesmente colocá-la num novo ecrã. Para nós, isso não é simplificar.
A nBanks foi pensada para funcionar como uma camada de integração entre bancos, empresas e os sistemas que estas já utilizam. O objetivo não é obrigar uma equipa financeira a acrescentar mais processos à sua rotina, mas eliminar etapas: menos acessos a diferentes bancos, menos ficheiros, menos consolidações manuais, menos reconciliações e menos necessidade de procurar informação em diferentes fontes.
O mesmo princípio aplica-se aos alertas e à inteligência artificial. Não queremos gerar mais notificações; queremos aumentar a relevância. A tecnologia deve filtrar, contextualizar e ajudar a identificar aquilo que efetivamente merece a atenção do decisor.
No fundo, temos um princípio muito simples: se a tecnologia exige mais atenção do que aquela que consegue libertar, então não está verdadeiramente a simplificar. A melhor tecnologia financeira será cada vez mais aquela que trabalha em silêncio e só pede atenção quando realmente acrescenta valor.

As necessidades de uma empresa industrial, de um grupo com várias operações ou de uma organização em crescimento não são iguais. Até onde pode a nBanks adaptar-se aos processos, integrações e rotinas de cada cliente?
Acreditamos que a tecnologia deve adaptar-se à realidade financeira da empresa e não obrigar a empresa a adaptar-se à tecnologia. Uma organização com dezenas ou centenas de sociedades, vários ERPs, bancos e geografias tem naturalmente necessidades muito diferentes das de uma empresa com uma estrutura mais simples.
A nBanks foi construída precisamente com essa lógica de flexibilidade e escalabilidade. Temos uma plataforma comum, mas com capacidade para integrar diferentes bancos, sistemas de gestão e fontes de informação, através de APIs e outros mecanismos de integração, respeitando os processos e o nível de complexidade de cada organização.
Isto permite-nos começar por necessidades muito concretas – como agregação bancária, tesouraria ou reconciliação – e evoluir progressivamente para dimensões mais avançadas de Open Finance, forecasting, automatização e inteligência financeira.
Mas há um princípio importante: adaptar não significa transformar cada cliente num projeto de desenvolvimento à medida. Significa termos uma arquitetura suficientemente flexível para acompanhar diferentes realidades sem perder a robustez e a escalabilidade de uma solução SaaS. No fundo, queremos que a nBanks consiga crescer com o cliente. A complexidade da empresa pode aumentar sem que a complexidade da gestão financeira tenha de aumentar na mesma proporção.
A campanha assenta na importância de criar espaço para pensar antes de decidir. Como é que procura esse silêncio no seu dia a dia, enquanto CEO, e que influência teve essa preocupação na forma como lidera a nBanks?
Para mim, silêncio não significa ausência de atividade. Significa criar espaço mental para separar o urgente do importante. E isso é cada vez mais difícil para um CEO, porque vivemos permanentemente rodeados de informação, mensagens, reuniões, opiniões e decisões que parecem exigir uma resposta imediata.
Num mundo que nos pede constantemente velocidade, ter a confiança para parar, pensar e só depois decidir pode tornar-se uma verdadeira vantagem competitiva
Procuro, por isso, reservar momentos em que consigo afastar-me desse ruído, pensar, observar e até questionar decisões que, à primeira vista, poderiam parecer óbvias. Aprendi que decidir rapidamente nem sempre significa decidir melhor e que algumas das decisões mais importantes exigem precisamente tempo, distância e clareza.
Essa preocupação influencia também a forma como procuro liderar a nBanks. Quero uma organização rápida e ambiciosa, mas não uma organização refém da urgência. Procuro estimular as pessoas a questionar, a antecipar e a tomar decisões sustentadas em informação de qualidade, mesmo quando isso significa contrariar a vertigem de decidir imediatamente.
Talvez por isso esta campanha seja tão próxima daquilo em que acredito. Num mundo que nos pede constantemente velocidade, ter a confiança para parar, pensar e só depois decidir, pode tornar-se uma verdadeira vantagem competitiva. E, enquanto CEO, cada vez valorizo mais uma coisa: não ter mais tempo, mas conseguir proteger a qualidade do tempo que tenho.
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