BRANDS' TRABALHO Talento e estratégia: antecipar hoje as capacidades de amanhã

  • Conteúdo Patrocinado
  • 21 Setembro 2026

Estamos a preparar hoje as capacidades que vão sustentar o negócio de amanhã?

Todos os anos, as organizações dedicam semanas a definir prioridades estratégicas, aprovar investimentos, rever planos de crescimento e projetar resultados. No entanto, uma pergunta essencial fica muitas vezes por responder: teremos as pessoas e as competências necessárias para concretizar essa estratégia?

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher
Patrícia Vicente, Manager EY, People Consulting

Durante décadas, o planeamento da força de trabalho foi sobretudo um exercício operacional. Procurava-se antecipar necessidades de recrutamento, controlar custos com pessoal e ajustar as equipas ao crescimento esperado. Num contexto relativamente estável, esta abordagem era suficiente.

Hoje, já não é.

As organizações operam num ambiente marcado pela escassez de talento, pela transformação tecnológica, pela evolução demográfica e pela rápida desatualização de competências. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, 39% das competências essenciais dos trabalhadores deverão mudar até 2030. O mesmo relatório indica que 63% dos empregadores consideram as lacunas de competências o principal obstáculo à transformação do negócio.

Ao mesmo tempo, o acesso a talento continua a ser um desafio. O relatório mostra que apenas 29% das organizações esperam uma melhoria na disponibilidade de talento até ao final da década, enquanto 42% antecipam um agravamento. Em Portugal, o OECD Economic Survey: Portugal 2026 também identifica a escassez de mão de obra e de competências como um limite ao crescimento, à produtividade e à capacidade de inovação das empresas.

Perante este cenário, a questão já não é apenas quantas pessoas serão necessárias. É saber se as organizações estão a desenvolver, desde já, as competências de que irão precisar para concretizar a sua ambição futura.

É aqui que o Strategic Workforce Planning assume um papel fundamental.

Mais do que prever números, esta abordagem procura identificar as funções e competências críticas para executar a estratégia, antecipar riscos e definir respostas para fechar as lacunas. Em suma, transforma decisões sobre pessoas em decisões de negócio.

As organizações mais avançadas já não olham para a força de trabalho apenas em termos de capacidade. Procuram perceber que competências críticas podem perder, que conhecimento devem preservar, que perfis precisam de desenvolver e que funções irão ganhar ou perder relevância nos próximos anos.

Esta mudança é ainda mais importante quando se considera a velocidade a que os modelos de negócio estão a evoluir. O World Economic Forum estima que 22% dos empregos atuais serão afetados por uma transformação estrutural até 2030, através da criação de novas funções e do desaparecimento de outras. Planear apenas para as necessidades atuais representa, por isso, um risco crescente.

Naturalmente, não é possível prever o futuro com total rigor. Por isso, muitas organizações estão a adotar abordagens de planeamento por cenários. No artigo Strategic Workforce Planning in an Era of Constant Disruption, publicado em 2026, a Gartner defende que os planos de força de trabalho devem preparar as organizações para diferentes cenários, em vez de dependerem de uma única previsão. O objetivo não é eliminar a incerteza, mas criar opções e reforçar a capacidade de adaptação.

Neste contexto, a EY apoia as organizações na construção de abordagens integradas de Strategic Workforce Planning. O trabalho passa por antecipar necessidades de talento, identificar funções e competências críticas, desenhar cenários de evolução e alinhar as decisões sobre pessoas com as prioridades do negócio. Quando os dados sobre a força de trabalho se traduzem em decisões concretas, as organizações conseguem adaptar-se mais depressa, reduzir os riscos associados à escassez de talento e responder melhor a contextos de mudança exigentes.

No final, decidir sobre a força de trabalho é decidir sobre a capacidade de executar a estratégia. Quem antecipa estas decisões cria alternativas. Quem apenas reage herda as lacunas – e o custo de as corrigir mais tarde.

A mudança vai acontecer de qualquer forma. A questão é simples: estamos a preparar hoje as capacidades que vão sustentar o negócio de amanhã?

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Talento e estratégia: antecipar hoje as capacidades de amanhã

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião