Câmara de Lisboa aprova 8 milhões para Web Summit, mas fatura pode ser superior

A Câmara de Lisboa aprovou, ao início da tarde desta quarta-feira, o pagamento de oito milhões de euros à Web Summit. A esta proposta acrescem valores a apresentar após o evento.

A Câmara de Lisboa aprovou, nesta quarta-feira, a alocação de oito milhões de euros ao Turismo de Lisboa, para entrega à organização da Web Summit, evento que se realiza de 6 a 12 de novembro.

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A proposta que chegou aos vereadores, assinada pela vereadora Maria Luísa Aldim, incluía “aprovar a transferência para a Associação de Turismo de Lisboa do montante de 8.000.000,00€ (oito milhões de euros), a ser realizada após a aprovação” da mesma, o que aconteceu nesta quarta-feira. O valor provém do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, criado em 2014 em paralelo com a Taxa Municipal Turística.

Adicionalmente, “após apresentação de todas as faturas comprovativas das despesas elegíveis e realizadas no âmbito da Web Summit 2026 e uma vez apurados todas [sic] os custos inerentes, transferir o valor remanescente, até final do ano económico de 2026”. Desta forma, o valor aumentará, não sendo ainda possível apurar quanto custará, no total, a iniciativa aos cofres de Lisboa.

O valor deste ano representa uma subida de 10% face ao aprovado para 2025. A proposta refere “um aumento em algumas das verbas previstas, justificando-se no aumento do espaço para a iniciativa – prevendo-se um crescimento em termos de expositores e de público relativamente à edição anterior – e no consequente aumento de dias de montagem e desmontagem, no términus [sic] de ofertas dos equipamentos e no aumento dos preços dos serviços, como energia, comunicações e limpeza, devido à inflação”.

Na proposta, o Executivo defende que a realização da Web Summit “é atualmente uma das mais relevantes conferências de inovação, tecnologia e empreendedorismo a nível mundial e a sua realização em Lisboa tem contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento do empreendedorismo local, regional e nacional e para reforçar a visibilidade internacional da cidade e do país como destino de excelência para investir“.

Adicionalmente, escreve-se:

"A relevância do empreendedorismo e do ecossistema de startups para a estratégia global do país, e, em particular, para Lisboa tem sido largamente reconhecida, o que constitui um fator determinante para o incremento e promoção do financiamento e do processo de internacionalização das startups locais, consolidando a cidade como uma scale-up city à escala global.”

Na mesma proposta, destaca-se o apoio do Governo de António Costa à iniciativa, assim como o acordo para realização da Web Summit de 2019 a 2028, na altura em que o também socialista Fernando Medina era o autarca da capital.

O Executivo de Carlos Moedas faz ainda referência às obras de expansão da FIL anunciadas em 2018 (ainda antes da pandemia de COVID-19) mas que, tal como refere o documento submetido agora à votação na Câmara, “não se encontram ainda implementadas”, pelo que “para assegurar a edição do corrente ano, é necessário disponibilizar os espaços necessários à realização do evento, ainda que de natureza temporária”.

 

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