“Estado deve ser um aliado dos contabilistas ao garantir estabilidade fiscal”, diz Seguro
O Presidente da República defende que os contabilistas certificados devem ter no Estado um aliado, garantindo estabilidade fiscal, mas também uma redução da burocracia.
O Presidente da República, António José Seguro, defende que o Estado deve ser um aliado dos contabilistas certificados, ao garantir estabilidade na legislação fiscal, mas também a celeridade na tomada de decisões administrativas e judiciais e uma redução da burocracia.
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“Para se alcançar o Contabilista 3.0, é necessário ter no Estado um aliado, designadamente, ao garantir estabilidade na legislação fiscal, permitindo que as mudanças operadas, ainda que incontornáveis, possam ser planeadas, preparadas e debatidas com tempo suficiente para serem executadas sem percalços”, afirmou António José Seguro durante o 8.º Congresso da Ordem dos Contabilistas Certificados, em Lisboa, focado no papel do Contabilista 3.0 como agente de confiança, governança e inovação.
“Um aliado na celeridade na tomada de decisões administrativas e judiciais e, finalmente, um aliado na redução da burocracia, simplificação e modernização de procedimentos”, disse, afirmando que “só assim as ferramentas informáticas poderão ter um verdadeiro impacto na prestação”.
Num período que está a ser marcado pela crescente utilização de novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial (IA), António José Seguro considerou que “nenhum sistema, por mais sofisticado que seja, substitui o julgamento profissional, a independência de espírito e a integridade que sempre distinguiram o contabilista certificado”.
“Nenhum algoritmo assume responsabilidade, a responsabilidade ética pertence e continuará a pertencer ao ser humano, a capacidade de gerir dilemas éticos com serenidade, de comunicar com empatia, de resistir a pressões indevidas, de manter a lucidez em contextos de grande complexidade. Tudo isso é hoje tão relevante quanto o domínio técnico das normas e dos sistemas”, sublinhou, recordando como a profissão evoluiu, “sem nunca abdicar do rigor”.
“Mais do que um guarda-livros, é um guardião da confiança”, referiu António José Seguro, defendendo o “merecido reconhecimento público” da profissão.
Já Paula Franco, bastonária da OCC, disse, no arranque do Congresso que decorre até dia 24 de setembro, que a a “IA já está a mudar o perfil do profissional, mas não vem para nos substituir, vem para nos ajudar a sermos melhores. Algumas tarefas serão automatizadas, mas outras serão simplificadas e novas oportunidades surgirão”, realçando ainda o fator confiança: a “confiança não se decreta, constrói-se através de conhecimento, ética e responsabilidade profissional”.
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