Seixal, Lisboa e Castelo do Bode. Planos para Almada diversificam fontes de água
Ministra do Ambiente anunciou, em Almada, a resolução de um conflito deste município com o vizinho do Seixal. Braço de ferro entre executivos do PS e da CDU contribuiu para situação de alerta vivido.
Os municípios de Almada e do Seixal vão assinar um acordo para o licenciamento de um furo de captação de água, visando a resolução a curto prazo do problema de abastecimento do concelho de Almada. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.
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O acordo entre os dois concelhos do distrito de Setúbal deverá ser assinado no início de outubro.
Segundo a ministra, o furo, denominado CBR2, está localizado no concelho do Seixal, como a maioria dos furos que abastecem Almada, que esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido a sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica.
“É muito importante porque precisamos, de uma forma harmoniosa e de acordo com todos, licenciar o furo CBR2, o famoso furo que vai resolver, para já, em curto prazo, e que está localizado no Seixal”, disse Maria da Graça Carvalho.
A ministra falava durante a assinatura de um acordo entre Almada e a EPAL para estudar uma solução que reforce a resiliência e a segurança do sistema de abastecimento de água do concelho.
A governante explicou que o acordo entre os dois concelhos é uma das soluções para o problema no abastecimento de água em Almada, e a mais imediata, estando ainda a ser estudas duas outras medidas para o concelho, uma delas no âmbito do acordo agora assinado com a EPAL.
Na sua intervenção Maria da Graça Carvalho frisou que a água é um bem público que não conhece limites administrativos, uma ideia também anteriormente referida pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.
Sobre as outras estratégias para tornar Almada e toda a Península de Setúbal mais resiliente em matéria de abastecimento de água, a ministra explicou que a solução a ser agora estudada com a EPAL será através da distribuição de superfície com uma ligação entre Lisboa e Almada, através de condutas, a partir de uma zona junto à Ponte 25 de Abril.
Além desta solução, está em estudo, com prazo de quatro meses para apresentação de um projeto, uma outra, a partir da Barragem de Castelo do Bode, a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Grupo AdP (Águas de Portugal).
Almada enfrentou neste Verão uma situação crítica no abastecimento de água, com falhas totais em vários dias. A situação de alerta foi determinada a 8 de julho e depois prorrogada até 31 de agosto na sequência de sucessivas falhas no serviço, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.
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