Telemóvel do diretor nacional da PJ não foi apreendido nas buscas, garante PGR

Procuradoria-Geral da República garante que o telemóvel do diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) não foi apreendido no decorrer das buscas que decorreram esta quarta-feira na sede da polícia.

A Procuradoria-Geral da República garante que o telemóvel do diretor-nacional da Polícia Judiciária (PJ) não foi apreendido no decorrer das buscas que decorreram esta quarta-feira na sede da polícia.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

“No decurso das diligências de busca e apreensão, realizadas esta quarta-feira, e que visam a recolha de elementos probatórios tendentes a confirmar os factos constantes da denúncia que deu origem ao inquérito, não foi apreendido o telemóvel do Diretor Nacional da Polícia Judiciária. O processo, que não tem arguidos constituídos, encontra-se em segredo de justiça”, segundo comunicado da PGR.

O Procurador-geral da República, Amadeu Guerra, JOSÉ SENA GOULÃO/LUSAJOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A informação foi veiculada pela CNN Portugal, que assinalou que Carlos Cabreiro está “perfeitamente tranquilo”, segundo disse o próprio ao canal. O mesmo meio de comunicação indicou que, entretanto, o aparelho foi devolvido.

Em comunicado, a PJ garantiu ter colaborado “com as autoridades judiciárias” nas buscas, “prestando todo o apoio necessário ao normal desenvolvimento das diligências”.

Segundo a PGR, o inquérito, por falsidade de testemunho e abuso de poder, está em segredo de justiça, sendo que participaram nas buscas de hoje “diversos magistrados do Ministério Público, inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos que coadjuvam a operação”.

“As diligências de buscas e apreensão em curso […] visam a recolha de elementos probatórios tendentes a confirmar ou infirmar os factos constantes da denúncia que deu origem ao inquérito”, adiantou, acrescentando que o processo “não tem arguidos constituídos”.

O inquérito foi aberto na sequência de uma denúncia apresentada à PGR relacionada com o processo Football Leaks, segundo a qual o atual diretor da PJ prestou falsas declarações em tribunal quando disse que não foram feitas escutas ambientais na investigação a Rui Pinto, que terminou com a condenação a pena suspensa do ‘hacker’ e do seu ex-advogado, Aníbal Pinto.

Este processo, que foi julgado em 2023, envolveu casos de acesso indevido e violação de correspondência de entidades como o Sporting, a Doyen (fundo de investimentos ligados ao futebol), a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a PGR.

De acordo com a queixa, estão em causa gravações, que terão sido autorizadas por Carlos Cabreiro, de um encontro em 2015 numa área de serviço na autoestrada entre Aníbal Pinto e outros intervenientes no processo, que terá sido decisivo para a PJ chegar à identificação de Rui Pinto.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Telemóvel do diretor nacional da PJ não foi apreendido nas buscas, garante PGR

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião