⛽Governo reduz desconto do ISP na gasolina e no gasóleo
O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer cinco cêntimos e a gasolina dois cêntimos, de acordo com a ANAREC tendo já em conta os descontos.
O Governo vai reduzir o desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), perante a esperada descida dos preços do gasóleo e da gasolina na próxima semana. O apoio sobre o gasóleo desce para 0,85 cêntimos no caso do gasóleo e 0,07 cêntimos na gasolina.
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Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “100,29 euros e de 73,43 euros por 1000 litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio atingiu 108,82 euros para o gasóleo e e 74,22 para a gasolina por cada mil litros.
Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma descida do preço do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo”, explica a portaria. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer cinco cêntimos e a gasolina dois cêntimos, de acordo com a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) tendo já em conta este nível de descontos.
Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 8,5 cêntimos, enquanto os da gasolina iriam subir 6,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o diesel subiu 5,8 cêntimos, batendo novos máximos (cada litro, em média, custava 2,210 euros) e a gasolina 3,5 cêntimos.
De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 58 cêntimos e a gasolina de 40,4 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a descer 2,07% para os 104,38 dólares por barril. O petróleo regista assim um ganho semanal de 0,49%, depois da queda de 0,71% na semana anterior, a primeira desde 28 de agosto. A justificar esta descida está o facto de os mercados anteciparem uma possível trégua entre os EUA e o Irão. Contudo, o aumento dos ataques contra a Arábia Saudita por parte dos rebeldes Houthis perturbam o abastecimento proveniente deste importante produtor do Médio Oriente e impede uma descida mais expressiva.
Desde o início da guerra, no final de fevereiro, cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo e gás foram reduzidos. Os fluxos de petróleo bruto que saíram do Estreito de Ormuz atingiram 33,7 milhões de barris até esta semana, segundo dados preliminares de rastreio de navios da Kpler divulgados esta sexta-feira, o que coloca as exportações praticamente em linha com os níveis da semana anterior. Durante toda a semana anterior, foram expedidos 49,2 milhões de barris de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz, de acordo com a Kpler.
Na quinta-feira, os preços do Brent atingiram o máximo da semana – o barril fechou a cotar nos 106,60 dólares, mas chegou a ultrapassar os 108 dólares, numa valorização de 3,41% face ao dia anterior. O diferencial entre o Brent e o WTI atingiu o nível mais elevado desde maio, situando-se nos 12,50 dólares por barril – o WTI caminha para uma perda semanal de 7,2% – devido aos receios de que os EUA proíbam as exportações de gasóleo, que poderiam inundar o mercado interno.
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