⛽ Combustíveis vão descer na próxima semana
Desde o início da guerra no Médio Oriente, o gasóleo regista um aumento acumulado de 58 cêntimos e a gasolina de 40,4 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Os combustíveis vão descer na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer seis cêntimos e a gasolina dois cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).
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Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação de uma nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.
Mantém-se em vigor o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 58 cêntimos e a gasolina de 40,4 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.
Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 8,5 cêntimos, enquanto os da gasolina iriam subir 6,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o diesel subiu 5,8 cêntimos, batendo novos máximos (cada litro, em média, custava 2,210 euros) e a gasolina 3,5 cêntimos.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a descer 1,76% para os 104,72 dólares por barril e o petróleo prepara-se para registar um ganho semanal de 2,2%, depois da queda de 0,71% na semana anterior, a primeira queda semanal desde 28 de agosto. A justificar esta descida está o facto de os mercados anteciparem uma possível trégua entre os EUA e o Irão. Contudo, o aumento dos ataques contra a Arábia Saudita por parte dos rebeldes Houthis perturbam o abastecimento proveniente deste importante produtor do Médio Oriente e impede uma descida mais expressiva.
Os negociadores norte-americanos e iranianos, em Nova Iorque, estão a explorar um caminho gradual para sair da guerra, que envolve a reabertura do Estreito de Ormuz por parte de Teerão e o levantamento do bloqueio económico imposto por Washington ao Irão, segundo fontes próximas das negociações. “As esperanças diplomáticas estão a ajudar os preços do petróleo a resistir aos mais recentes ataques militares no Médio Oriente, com o crude a ser negociado a níveis ligeiramente mais baixos, apesar dos ataques”, afirmou Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, citado pela Reuters.
Desde o início da guerra, no final de fevereiro, cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo e gás foram reduzidos. Os fluxos de petróleo bruto que saíram do Estreito de Ormuz atingiram 33,7 milhões de barris até esta semana, segundo dados preliminares de rastreio de navios da Kpler divulgados esta sexta-feira, o que coloca as exportações praticamente em linha com os níveis da semana anterior. Durante toda a semana anterior, foram expedidos 49,2 milhões de barris de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz, de acordo com a Kpler.
Na quinta-feira, os preços do Brent atingiram o máximo da semana – o barril fechou a cotar nos 106,60 dólares, mas chegou a ultrapassar os 108 dólares, numa valorização de 3,41% face ao dia anterior. O diferencial entre o Brent e o WTI atingiu o nível mais elevado desde maio, situando-se nos 12,50 dólares por barril – o WTI caminha para uma perda semanal de 7,2% – devido aos receios de que os EUA proíbam as exportações de gasóleo, que poderiam inundar o mercado interno.
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