Depósitos das famílias sobem ao ritmo mais fraco desde fevereiro de 2024
O stock de depósitos das famílias atingiu 204,2 mil milhões de euros no final de agosto, uma subida homóloga de 3,7%, a mais baixa em mais de dois anos.
O stock de depósitos de particulares nos bancos residentes em Portugal totalizava 204,2 mil milhões de euros no final de agosto, uma descida de 2.598 milhões de euros face a julho, que se traduz numa contração mensal de 1,3%, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
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Trata-se da primeira contração mensal desde agosto do ano passado, um movimento que interrompe a trajetória de subidas sucessivas observada nos últimos meses. Além disso, em termos homólogos, o crescimento fixou-se nos 3,7%, depois dos 4,5% registados em julho, fixando-se assim no valor mais baixo desde fevereiro de 2024. Trata-se de um movimento de abrandamento que decorre desde outubro de 2024.
A queda mensal concentrou-se sobretudo no dinheiro guardado em contas à ordem. Segundo o comunicado do Banco de Portugal, “esta descida refletiu essencialmente uma diminuição de 2252 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem)”.

Os depósitos a prazo, que reúnem as poupanças com prazo acordado e com pré-aviso, contribuíram em menor escala para a redução total, com uma queda de 347 milhões de euros no mesmo período.
A desaceleração da taxa homóloga não é atribuída pelo banco central a uma mudança de fundo no comportamento das famílias, mas a um fator temporal. De acordo com o Banco de Portugal, “esta desaceleração reflete um efeito de sazonalidade, que foi mais pronunciado em 2026”, numa referência ao padrão habitual de movimentação de fundos nesta altura do ano, que este ano se fez sentir com maior intensidade.
Do lado das empresas, o cenário foi distinto, com o stock de depósitos das sociedades não financeiras nos bancos residentes a subir para 81,4 mil milhões de euros no final de agosto, um acréscimo de 2.863 milhões de euros face ao mês anterior.
A taxa de variação anual deste segmento manteve-se estável nos 11,5%, o mesmo valor apurado em julho, confirmando um ritmo de acumulação de liquidez nas contas empresariais que continua bastante acima do registado junto das famílias.
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