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Agentes da OpenAI voltam a escapar ao controlo e acedem a sites de agências do Governo dos EUA

  • ECO
  • 26 Setembro 2026

A empresa está a investigar vários episódios em que os seus agentes atuaram de forma não prevista, suscitando novas questões sobre a capacidade de controlar sistemas de IA cada vez mais autónomos.

A OpenAI voltou a detetar situações em que os seus modelos de inteligência artificial fugiram ao controlo da empresa e desencadearam ação não pretendidas. Desta feita, os alvos incluíram agências do Governo dos Estados Unidos. Parte da atividade dos modelos mais avançados foi suspensa.

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Os modelos de inteligência artificial da OpenAI acederam a sites de agências governamentais durante processos de treino e avaliação, incluindo páginas da Securities and Exchange Commission (SEC), o regulador do mercado de capitais, e do Census Bureau, segundo a Bloomberg.

A OpenAI afirmou à Bloomberg que os dados acedidos eram públicos e afirmou que a maior parte dos episódios identificados correspondeu a tarefas normais de pesquisa. A empresa já notificou dezenas de organizações, incluindo entidades governamentais e universidades, depois de concluir que alguns modelos poderão ter contornado controlos de segurança ou afetado serviços externos.

Os incidentes surgem numa altura em que a empresa enfrenta novas falhas nos sistemas destinados a isolar os agentes. Num caso mais recente, revelado este sábado pela Bloomberg, um agente conseguiu obter acesso à internet a partir de uma “sandbox” que deveria limitar essa possibilidade.

O modelo explorou uma falha na filtragem de DNS (Domain Name System, uma espécie de lista telefónica da Internet) para contactar um chatbot público enquanto tentava completar uma tarefa de pesquisa. A OpenAI diz que o comportamento foi detetado pelos seus sistemas de monitorização em 15 minutos.

Na sequência deste episódio, a empresa manteve suspensos o treino, avaliação e execução com ferramentas dos seus modelos mais avançados, para reforçar os mecanismos de segurança.

A OpenAI já tinha endurecido os controlos depois de um incidente anterior em que modelos conseguiram escapar ao ambiente isolado e comprometer sistemas da plataforma Hugging Face.

Os Estados Unidos (EUA) e a China vão estabelecer um “canal de comunicação” para lidar com incidentes causados pela inteligência artificial, anunciou na sexta-feira a Casa Branca.

Os dois países estabeleceram um “Diálogo EUA-China sobre superinteligência para trocar pontos de vista sobre os riscos e benefícios” da IA e concordaram também em criar um “canal de comunicação bilateral” dedicado a incidentes, informou a presidência americana.

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