Prévoir Portugal quer atingir os 60 milhões de euros em cinco anos

  • Carolina Neves Carvalho
  • 27 Setembro 2026

A Prévoir Portugal quer crescer dos 40 milhões de euros de faturação previstos para este ano para 60 milhões nos próximos cinco anos. O plano assenta no reforço tecnológico e na relação com mediação.

A Prévoir Portugal celebrou, no passado dia 17 de setembro, os 30 anos da sua operação no país, num evento realizado no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. Durante a celebração, a seguradora anunciou o lançamento de dois novos produtos, ainda sem detalhes públicos sobre as suas características, num momento em que a empresa define metas de crescimento para os próximos cinco anos. À margem do evento, o CEO da Prévoir em Portugal, Luiz Ferraz, falou a ECOseguros sobre a estratégia da seguradora.

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Luiz Ferraz, CEO da Prévoir Portugal. “A tecnologia evoluiu de tal maneira que houve companhias que não acompanharam essa velocidade”.

Ferraz explica que lhe faltam “cerca de 20 milhões de euros” para atingir o objetivo de colocar a Prévoir Portugal a valer 10% do volume de negócios da casa-mãe francesa, que o CEO português situa nos 600 milhões de euros por ano. A preparar-se para fechar o ano com cerca de “40 milhões de euros” de faturação, o responsável aposta num plano que aponta para os 55 a 60 milhões nos próximos cinco anos, suportado em tecnologia mais rápida e numa relação mais próxima com os seus cerca de 1.400 agentes de mediação.

Olhando para a evolução do setor, o CEO da Prévoir Portugal destaca que, nas últimas três décadas, o mercado mudou sobretudo ao nível das pessoas e da tecnologia. “As pessoas mudaram. Eu diria que evoluíram. O nível de informação disponível faz com que saibam mais coisas (…) e fiquem mais aptas a tomar decisões“, analisa. Em simultâneo, a velocidade do avanço tecnológico acabou por deixar para trás algumas companhias de seguros: “A tecnologia evoluiu de tal maneira que houve companhias que não acompanharam essa velocidade”.

Para colocar a seguradora “ao nível dos melhores”, a Prévoir apostou na atualização dos seus sistemas e reforçou a parceria com a insurtech Cleva (antiga I2S), tendo agora um sistema que permite a contratação digital direta, onde “a pessoa preenche os dados todos, chega ao fim e diz: o seu seguro está aceite. Assine digitalmente, pague e já está em vigor”.

Esta rapidez tecnológica é vista como uma peça-chave para conquistar os agentes que trabalham com a seguradora – e que não são, sublinha Ferraz, exclusivos da Prévoir. Num setor onde a banca domina cerca de 70% do volume de negócios e as companhias disputam os restantes 30%, o papel dos mediadores é considerado fundamental. “Os agentes tornaram-se muito exigentes. Como têm acesso aos programas de todas as companhias, podem simular em três ou quatro ecrãs ao mesmo tempo“, explica, sublinhando que a conquista destes profissionais assenta em dar-lhes “um software mais rico, mais completo, mais simples e mais rápido”.

No âmbito dos produtos, a Prévoir mantém uma posição sólida nos seguros de risco — morte, doença e incapacidade — e no crédito à habitação, onde se posiciona no “top 5 das companhias que vendem este tipo de produto”. Já na área de poupança, marcada por aquilo a que Ferraz chama “a guerra das taxas”, a companhia assume uma postura conservadora face à instabilidade dos mercados: “Não nos podemos permitir dar a um contrato uma taxa por 3, 4 ou 5 anos, porque o mercado é muito dinâmico e tanto sobe como desce“.

Para crescer, a aposta passa por atrair a “classe média superior” e reforçar os seguros coletivos direcionados a PMEs, captando também a proteção individual dos seus colaboradores, uma estratégia à qual se somam agora os dois novos produtos anunciados no evento de aniversário.

Com um modelo focado na rentabilidade, Luiz Ferraz mostra-se confiante na meta traçada e antevê o futuro com otimismo: “A Prévoir Portugal é uma companhia forte, reconhecida e respeitada. Agora, o dobro também é um saltinho que pode ser dado”.

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