Prévoir Portugal quer atingir os 60 milhões de euros em cinco anos
A Prévoir Portugal quer crescer dos 40 milhões de euros de faturação previstos para este ano para 60 milhões nos próximos cinco anos. O plano assenta no reforço tecnológico e na relação com mediação.
A Prévoir Portugal celebrou, no passado dia 17 de setembro, os 30 anos da sua operação no país, num evento realizado no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões. Durante a celebração, a seguradora anunciou o lançamento de dois novos produtos, ainda sem detalhes públicos sobre as suas características, num momento em que a empresa define metas de crescimento para os próximos cinco anos. À margem do evento, o CEO da Prévoir em Portugal, Luiz Ferraz, falou a ECOseguros sobre a estratégia da seguradora.
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Ferraz explica que lhe faltam “cerca de 20 milhões de euros” para atingir o objetivo de colocar a Prévoir Portugal a valer 10% do volume de negócios da casa-mãe francesa, que o CEO português situa nos 600 milhões de euros por ano. A preparar-se para fechar o ano com cerca de “40 milhões de euros” de faturação, o responsável aposta num plano que aponta para os 55 a 60 milhões nos próximos cinco anos, suportado em tecnologia mais rápida e numa relação mais próxima com os seus cerca de 1.400 agentes de mediação.
Olhando para a evolução do setor, o CEO da Prévoir Portugal destaca que, nas últimas três décadas, o mercado mudou sobretudo ao nível das pessoas e da tecnologia. “As pessoas mudaram. Eu diria que evoluíram. O nível de informação disponível faz com que saibam mais coisas (…) e fiquem mais aptas a tomar decisões“, analisa. Em simultâneo, a velocidade do avanço tecnológico acabou por deixar para trás algumas companhias de seguros: “A tecnologia evoluiu de tal maneira que houve companhias que não acompanharam essa velocidade”.
Para colocar a seguradora “ao nível dos melhores”, a Prévoir apostou na atualização dos seus sistemas e reforçou a parceria com a insurtech Cleva (antiga I2S), tendo agora um sistema que permite a contratação digital direta, onde “a pessoa preenche os dados todos, chega ao fim e diz: o seu seguro está aceite. Assine digitalmente, pague e já está em vigor”.
Esta rapidez tecnológica é vista como uma peça-chave para conquistar os agentes que trabalham com a seguradora – e que não são, sublinha Ferraz, exclusivos da Prévoir. Num setor onde a banca domina cerca de 70% do volume de negócios e as companhias disputam os restantes 30%, o papel dos mediadores é considerado fundamental. “Os agentes tornaram-se muito exigentes. Como têm acesso aos programas de todas as companhias, podem simular em três ou quatro ecrãs ao mesmo tempo“, explica, sublinhando que a conquista destes profissionais assenta em dar-lhes “um software mais rico, mais completo, mais simples e mais rápido”.
No âmbito dos produtos, a Prévoir mantém uma posição sólida nos seguros de risco — morte, doença e incapacidade — e no crédito à habitação, onde se posiciona no “top 5 das companhias que vendem este tipo de produto”. Já na área de poupança, marcada por aquilo a que Ferraz chama “a guerra das taxas”, a companhia assume uma postura conservadora face à instabilidade dos mercados: “Não nos podemos permitir dar a um contrato uma taxa por 3, 4 ou 5 anos, porque o mercado é muito dinâmico e tanto sobe como desce“.
Para crescer, a aposta passa por atrair a “classe média superior” e reforçar os seguros coletivos direcionados a PMEs, captando também a proteção individual dos seus colaboradores, uma estratégia à qual se somam agora os dois novos produtos anunciados no evento de aniversário.
Com um modelo focado na rentabilidade, Luiz Ferraz mostra-se confiante na meta traçada e antevê o futuro com otimismo: “A Prévoir Portugal é uma companhia forte, reconhecida e respeitada. Agora, o dobro também é um saltinho que pode ser dado”.
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