Mediadores de seguros ativos voltam a diminuir em 2025. Já são 10.024
Primeiro relatório especializado da ASF revela nova, mas ligeira, redução de número de mediadores de seguros ativos em Portugal. Venda direta das seguradoras continua residual.
O Primeiro relatório especializado na mediação de seguros divulgado esta segunda feira pela ASF, entidade de supervisão do setor, revela um número de 10.024 mediadores ativos no final de 2025. Estes obtiveram comissões de 1.475 milhões de euros, mais 10% que uma no antes e têm uma idade média de 54 anos. A venda direta das seguradoras continua residual, enquanto agentes, sejam bancos ou sociedades de mediação, concentram quase toda a rede de distribuição, com expressão relevante dos corretores apenas nos seguros dos ramos Não Vida.
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A mediação continua a ser o principal canal de distribuição dos seguros Não Vida em Portugal, mas perde claramente protagonismo no ramo Vida para a banca. É este um dos principais retratos do primeiro Relatório sobre a Atividade da Mediação de Seguros, divulgado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), que contabiliza 10.024 mediadores no final de 2025. Enquanto os mediadores tradicionais representaram 75,4% das vendas Não Vida, no Vida o canal bancário foi responsável por 72,5%, evidenciando dois modelos de distribuição bastante distintos no mercado português. A venda direta, através de balcões, telefone e internet, permanece minoritária: 7,4% no Não Vida e apenas 3,2% no Vida.
A dimensão económica da mediação também aumentou. As remunerações recebidas pelos mediadores atingiram 1.475 milhões de euros em 2025, mais 9,7% num ano, com o Não Vida a representar 1.085 milhões e o Vida 390 milhões. A estrutura da atividade, porém, é fortemente concentrada nos agentes: dos 10.024 mediadores registados, 9.936 eram agentes, contra apenas 66 corretores, seis mediadores de seguros a título acessório e 16 mediadores de resseguros. Mais de 95% dos mediadores estavam autorizados a operar simultaneamente nos ramos Vida e Não Vida. O primeiro retrato global da ASF confirma, assim, a elevada capilaridade da mediação, mas também a reduzida expressão numérica dos corretores face à enorme base de agentes.
O relatório coloca ainda em destaque um problema que poderá condicionar a evolução futura da atividade: a renovação geracional. A idade média dos mediadores pessoas singulares atingiu 54,1 anos em 2025 e tem vindo a aumentar ligeiramente desde 2021. A formação ganha, por isso, importância estratégica: apesar de o número de ações de formação para acesso à atividade ter descido de 768 para 702, o número de formandos inscritos subiu de 5.119 para 5.446.
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