Armani admite dividir venda de 15 % entre LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica, diz CEO
O grupo fundado por Giorgio Armani faturou 2,19 mil milhões de euros em 2025.
A Armani admite que a participação de 15%, cuja venda foi prevista por Giorgio Armani, possa ser adquirida por mais de um investidor, segundo o jornal italiano Milano Finanza, que cita o CEO da companhia. “Não está escrito na pedra que os 15% tenham de ir para uma única entidade. Giorgio Armani deixou indicações sobre os possíveis parceiros”, afirmou Giuseppe Marsocci, presidente executivo do grupo, à margem do desfile da coleção primavera verão 2027, em Milão, esta segunda-feira.
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Giorgio Armani determinou que a participação fosse vendida no prazo de 18 meses após a sua morte, indicando LVMH, L’Oréal e EssilorLuxottica, ou outros grupos de dimensão equivalente, entre os potenciais compradores. Segundo fontes financeiras citadas pela publicação italiana, nas próximas semanas deverão acontecer reuniões entre a administração da Armani e os três grupos para iniciar negociações formais.

A operação de venda da Armani acontece ao mesmo tempo que a empresa realiza ajustamentos no negócio. Em 2025, as receitas da Armani recuaram 2,8%, para 2,19 mil milhões de euros, depois de terem diminuído 5% em 2024. O EBITDA aumentou 3,2%, para 153 milhões de euros, apoiado pela redução de custos e pelo desempenho da Armani Privé. É, aliás, no contexto da recuperação da empresa que Giuseppe Marsocci é nomeado CEO em outubro de 2025, cerca de um mês após a morte de Giorgio Armani, aos 91 anos.

A Emporio Armani representa quase um terço das receitas do grupo e está a ser reposicionada sob a direção criativa de Dario Vitale, ex-Versace. A administração trabalha também com a BCG numa estratégia centrada no posicionamento da marca, no crescimento de categorias com margens mais elevadas, como os acessórios, e na racionalização da estrutura do grupo, de acordo com o Milano Finanza.
A L’Oréal e a EssilorLuxottica mantêm relações comerciais com a Armani desde 1988 nas áreas de beleza e óculos, respetivamente. Segundo analistas da Intesa Sanpaolo citados pela Milano Finanza, as duas empresas poderão considerar um investimento financeiro conjunto, enquanto a LVMH poderá procurar uma participação minoritária com o objetivo de assumir posteriormente o controlo. Caso não seja encontrado um comprador adequado, as disposições deixadas por Giorgio Armani preveem a entrada do grupo em bolsa.
Os 18 meses de prazo previstos por Giorgio Armani terminam no 4 de março de 2027.
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