Confiança dos consumidores e clima económico pioram em setembro

Perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar pesaram na confiança dos consumidores, invertendo tendência de subida de três meses.

O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro, interrompendo uma trajetória de três subidas mensais, enquanto o indicador de clima económico também desceu, invertendo a tendência de agosto, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo INE.

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O gabinete de estatísticas refere que a evolução da confiança dos consumidores desceu para -22,3 (vs. -20,1 em agosto), em resultado dos“contributos negativos das perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, assim como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar”.

O aumento do custo de vida tem sido um dos temas centrais de debate nas últimas semanas, com a subida dos preços dos combustíveis provocado pela guerra no Irão a fazer a inflação acelerar para 3,3% em agostos. O tema foi objeto de um debate de urgência no Parlamento e a oposição a pedir medidas fiscais como a redução do IVA combustíveis.

O Governo tem optado por medidas setoriais e o apoio no ISP, afirmando que medidas de espetro mais alargadas podem pôr em risco as finanças públicas e ter consequências negativas no futuro.

Indústria e serviços mais positivos, mas comércio e obras caem

Em relação ao clima económico, que desceu de 2,9 em agosto para 2,7 em setembro, os indicadores de confiança “aumentaram na indústria transformadora e nos serviços, tendo diminuído no comércio e na construção e obras públicas“, sublinha o INE.

Na indústria transformadora, o indicador aumentou em setembro, após ter diminuído no mês precedente, devido ao contributo positivo das apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e, de forma mais expressiva, das perspetivas de produção.

“O indicador de confiança dos serviços também aumentou em agosto e setembro, após ter
diminuído em julho, refletindo os contributos positivos das apreciações sobre a atividade da empresa e das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas”, explicou o INE.

Em sentido oposto, o indicador de confiança no comércio diminuiu nos últimos três meses, apenas tenuemente em setembro, após ter aumentado em junho, refletindo os contributos
negativos das apreciações sobre o volume de stocks atual e das opiniões sobre o volume de vendas.

O indicador da construção e obras públicas também diminuiu em setembro, após ter aumentado em julho e agosto, em resultado dos contributos negativos de ambas as componentes: perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas, concluiu o INE.

(Notícia atualizada às 09h56 com mais informação e gráficos)

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