Da má impressão aos códigos QR, Deloitte aponta várias falhas na correção dos exames nacionais
A impressão das provas, a leitura dos códigos QR e a correção de perguntas de escolha múltipla foram algumas das falhas apontadas pela Deloitte no processo dos exames nacionais do ensino secundário.
A Deloitte identificou várias falhas no processo dos exames nacionais do ensino secundário deste ano, avança o Público. Entre as falhas apontadas está a impressão das provas, a leitura dos códigos QR e a correção de perguntas de escolha múltipla, mostra o relatório disponibilizado pelo Governo esta terça-feira.
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Relativamente aos QR Code, o problema prendeu-se com a leitura dos códigos utilizados para identificar e associar as páginas das provas aos respetivos exames. A má impressão dos mesmos, que impossibilitou a sua leitura, levou a que os exames tivessem de ser corrigidos manualmente “quando viável”. Segundo o relatório da consultora, esta dependência humana, “em grande escala e sob pressão de calendário”, introduzia risco adicional de “erro” e “afetava a consistência dos dados associados a cada prova”.
Sinalizou-se também que foi na ferramenta utilizada no processamento, identificação, organização e preparação das provas digitalizadas — a Plataforma de Classificação e Supervisão — onde mais problemas se registaram.
O relatório, citado pelo jornal, aponta também problemas relacionados com as perguntas de escolha múltipla. Segundo o Público, algumas das soluções adotadas para tentar ultrapassar as dificuldades iniciais acabaram por introduzir novos constrangimentos no processo de classificação. A consultora terá identificado, assim, fragilidades não apenas na componente tecnológica, mas também na forma como o sistema foi concebido e operacionalizado.
Ainda assim, a Deloitte reconhece que não é possível encontrar as causas exatas de todas as falhas. Estas conclusões da consultora surgem depois de várias semanas marcadas por problemas na implementação da nova classificação digital dos exames nacionais. O Governo já tinha anunciado a revisão dos sistemas informáticos utilizados nos exames, depois das falhas verificadas ao longo do processo.
Segundo um comunicado disponibilizado no site do Executivo, “o Ministério da Educação, Ciência e Inovação enviou esta terça-feira à Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República e ao Conselho Nacional de Educação (CNE) – tal como se havia comprometido publicamente – os relatórios produzidos pelo Júri Nacional de Exames (JNE) e pela consultora Deloitte, que prestou apoio técnico ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), no âmbito do processo de avaliação externa das aprendizagens do ano letivo 2025/2026″.
“Os dois documentos identificam os constrangimentos registados, as intervenções e os procedimentos corretivos realizados, e apontam áreas de possível melhoria, constituindo se como importantes ferramentas para a consolidação, em 2027, do processo de digitalização das Provas Finais do Ensino Básico e do processo de classificação eletrónica dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário”, acrescenta.
De acordo com o Ministério, “sendo a avaliação externa das aprendizagens uma matéria particularmente importante para todos os alunos, famílias, professores e profissionais da educação, é reforçada a necessidade de toda a sociedade portuguesa conhecer a informação sobre o processo e, com essa transparência, saber que pode confiar no rigor e na fiabilidade da avaliação externa”, lê-se na nota.
Consulte aqui o relatório completo da Deloitte:
(Notícia atualizada pela última vez às 20h39)
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