Novas rendas sobem 10,2% num ano e nenhuma região escapa
Entre abril e junho, a renda mediana dos novos contratos chegou aos 10,17 euros por metro quadrado. Guimarães teve a maior subida entre os grandes municípios, com um aumento de 20,7%.
- O preço das rendas dos novos contratos subiu 10,2% entre abril e junho, atingindo 10,17 euros por metro quadrado, a maior subida desde o primeiro trimestre de 2025.
- O número de novos contratos de arrendamento manteve-se estável, com 35.407 transações, refletindo um ligeiro aumento de 0,4% em relação ao ano anterior.
- As rendas aumentaram em todas as regiões, com destaque para Guimarães e Lisboa, o que pode agravar a crise habitacional no país.
Quem assinou um contrato de arrendamento entre abril e junho pagou, em termos medianos, 10,17 euros por metro quadrado (€/m2), mais 10,2% do que um ano antes.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Segundo dados publicados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a subida homóloga foi superior à do primeiro trimestre (9,1%) e foi também a maior subida desde o primeiro trimestre de 2025 (quando alcançou uma subida homóloga de 11,7%); além de que, em cadeia, o valor das novas rendas ser 7,5% superior ao do trimestre anterior.
Ao mesmo tempo, o número de novos contratos (35.407) ficou perto do de há um ano, com mais 0,4% de transações face aos 35.266 do segundo trimestre de 2025.
O INE revela ainda que o aumento homólogo das rendas não ficou limitado a uma região, com a renda mediana a subir em todas as sub-regiões NUTS III. Os valores mais elevados fixaram-se na Grande Lisboa (15,24 €/m2), na Região Autónoma da Madeira (12,78 €/m2), na Península de Setúbal (11,99 €/m2), no Algarve (11,56 €/m2) e na Área Metropolitana do Porto (10,83 €/m2).

As maiores variações homólogas ocorreram no Alentejo Litoral (21,6%), em Trás-os-Montes (17,6%), na Madeira (17,4%) e na Lezíria do Tejo (17,0%). Das cinco sub-regiões com rendas acima da média nacional, só a Madeira teve uma variação superior a 10,2%.
A tendência repete-se nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, onde a renda mediana aumentou em todos, com particular destaque para Guimarães, que registou a maior variação homóloga (20,7%), com uma renda de 7,87 €/m2. Lisboa manteve a renda mais alta (17,79 €/m2), mas com um aumento de 5,1%, abaixo da média do país.
Entre os municípios da Grande Lisboa e da Península de Setúbal, apenas Loures (16,1%), Vila Franca de Xira (10,4%) e Amadora (10,3%) ultrapassaram a variação nacional. O Funchal, com 14,49 €/m2 e uma subida de 17,0%, foi o único dos restantes municípios acima do país nos dois indicadores.
Os dados do INE revelam igualmente que o número de novos contratos evoluiu de forma desigual: metade (13) das 26 sub-regiões tiveram menos contratos do que um ano antes, com quedas de 10,6% no Médio Tejo e de 10,1% nas Beiras e Serra da Estrela, e o maior aumento foi no Alentejo Litoral (13,5%).
Entre os grandes municípios, o número de contratos subiu mais em Almada (17,2%), e Lisboa e Seixal cresceram 5,6% cada. Em Matosinhos (-14,0%) e na Maia (-13,2%) houve descidas. A Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto concentraram 45,1% dos novos contratos.
Considerando os 151.181 contratos dos 12 meses até junho de 2026, a renda mediana nacional foi de 9,76 €/m2, mais 9,4% do que no ano terminado em junho de 2025. Neste período, Lisboa teve a renda mais elevada do país (17,43 €/m2), seguida de Cascais (16,83 €/m2) e Oeiras (15,75 €/m2).
Os dados resultam das declarações de novos contratos comunicadas à Autoridade Tributária (Modelo 2 do Imposto do Selo), cruzadas com o Imposto Municipal sobre Imóveis. O INE divulga a próxima atualização a 8 de janeiro de 2027.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Novas rendas sobem 10,2% num ano e nenhuma região escapa
{{ noCommentsLabel }}